7 de dezembro de 2010

O NOME É... AFETO!

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Afeto é o nome do laço que se faz quando a gente gosta de alguém
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Afeto...
que faz a pequena-grande diferença neste mundo com tantos desafetos
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Há muita gente na rua.
Tantos rostos... tantas histórias...
Cada uma delas – porém – um universo particular.
Naquele infinito que somente cada um pode desvendar – o chamado “eu” – a dimensão existencial de tudo que vivemos e recordamos.
Lembranças me povoam as constelações que cabem no meu próprio mundo.
Explosões se irrompem aqui dentro e, sem nem perceber, rios caudalosos nascem sulcando os poros do rosto até formarem uma foz corrente abaixo.
São chuvas e não apenas água...
Chuva de lágrimas... uma e outra lembrança – talvez o conjunto delas – passando como filme aqui dentro da memória que me trai continuamente.
Imagens dos nossos encontros em meio a tanto desencontro... das nossas conversas, dos nossos olhares, dos toques mais suaves ao mais ousado... nossas idas e vindas, vontades expressas e escondidas... por receios bobo de que pudesse vir a sofrer.
Quem não sofre de amor e por amor, não é digno de amar e muito menos ser amada. Faz parte... está intrinsico...
Queria ter-lhe contado tantas coisas de mim... vitórias alcançadas... sonhos compartilhados... projetos realizados... 
Mas, você se foi!
Por outro lado, se o “crómos” – o nosso tempo multifacetado – em horas, minutos, segundos, centésimos e por aí vai – não convergiu para as oportunidades que delas sinto falta neste instante, sei que o “kayrós” a dimensão pra lá de quânticas, talvez pelas conseqüências de eternidade que somente a Graça possa se auto-explicar - guarde um quê de mistério com ares de certeza, fruto da fé.
A esperança é, que, um dia nos veremos pra continuar o que aqui as limitações das coisas, não permitiram.
O pensamento engravida a lembrança em dores de parto como as da saudade.
Sou uma gestante em potencial, assim como cada um que produz as mesmas emoções... (homem e mulher).
Gestantes.
Grávidos de lembranças.
As dores de parto mais uma vez se aproximam.

É hora de me aquietar por uns instantes e deixar fluir os fluxos caudalosos que me formam cascatas lindas de afeto, espontaneidade, carinho, ternura, amor e saudade de você...
Inspiro-me para ressuscitar todas as lembranças como sementes de afeto... as que mais gosto de semear.

Sei que há brotos nascendo aqui no meu peito... um processo natural quando se rega tais sementinhas.
É por isso mesmo que este “fim” não termina aqui...
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