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Desta
vez, meu olhar está na figura que não demonstra em sentimentos, o seu amor, ou, no desamor não há muito o que se demonstrar.
Meu olhar está naquela pessoa que não ama, mas, que também não é ímpia, não é má no seu desamor. Apenas... não ama!
Este sentimento possui variações de pessoa pra pessoa.
Cada um ama como aprendeu a amar, e diante das situações mais variadas, complexas, pra ser entendida de maneira simplista, como se neste assunto fosse algo matemático... exato.
Não! Não o é!
Meu olhar está naquela pessoa que não ama, mas, que também não é ímpia, não é má no seu desamor. Apenas... não ama!
Este sentimento possui variações de pessoa pra pessoa.
Cada um ama como aprendeu a amar, e diante das situações mais variadas, complexas, pra ser entendida de maneira simplista, como se neste assunto fosse algo matemático... exato.
Não! Não o é!
De maneira racional, analisemos...
Recentemente
uma jovem ganhou uma causa na justiça contra seu pai alegando que este nunca
havia lhe oferecido afeto.
Se não
me engano obrigaram seu pai a lhe pagar cerca de duzentos mil reais por tê-la
negligenciado amorosamente.
Quedei-me
a meditar sobre este evento.
Até que
ponto o amor pode ser obrigado?
Mais
ainda, até que ponto o amor deve ser uma obrigação e deve prestação de contas à
justiça?
Ora, o
amor faz parte da moral, não do direito, o amor não se comanda, pois não é um
dever.
O amor
deve ser espontâneo.
Ele se
constitui uma virtude, não um fardo.
O dever
é uma coerção, a virtude uma liberdade
Segundo
Kant o dever é um jugo, uma tristeza, enquanto que o amor é uma espontaneidade
alegre.
O amor
faz parte da moral porque precisamos da moral quando ele falta.
O amor
evidentemente faz falta.
O dever
conclama: age como se amasse.
Quando
existe amor, não se torna necessária a obrigação, pois ele age com alegria e
realiza as tarefas que, quando ausente, torna-se um dever.
Geralmente
a mãe amamenta e cuida do filho com prazer; o marido é afetuoso com sua mulher,
com prazer; a esposa trata bem o marido com prazer.
Quando
se ama pequenos gestos tornam-se naturais, tais como um beijo de despedida, um
bom dia carinhoso, um gesto ou palavra dócil na hora de dormir.
É prazeroso voltar para casa e
pronunciar a famosa frase lar doce lar, quando se ama.
Mas, que
sacrifício voltar para casa e enfrentar aquele ou aquela a quem não mais se
ama.
Que
sacrifício ter que tomar conta de alguém que não se ama, e isto pode acontecer.
A mãe
que sofre de depressão pós-parto, involuntariamente nem quer ver o filho,
muitas das vezes.
Porém,
isto é uma exceção, parte da doença.
Ou,
quando a criança é indesejada, que tortura deve ser tomar conta dela, mas isto
também é uma exceção, pois o natural seria amar e cuidar de seu filho ou filha.
Quando
este amor não existe, então vem o dever e obriga os pais a cuidarem dos filhos,
embora não sejam esses cuidados carregados de afeto.
Li um
anúncio colado em vários postes pela cidade:
"Trabalho de amarração.
Trago
seu amor de volta. Resultado garantido, pague somente após o resultado."
Questiono
novamente: que valor tem um amor trazido de volta à força?
Às
custas de um trabalho de amarração e, ainda por cima, do inferno?
O nome
já sugere: Você virá para mim nem que seja à força, amarrado. Segundo alguém prático na vida, o amor verdadeiro diz:
Vá de encontro a você mesma, pois você somente conseguirá me amar se for você mesma.
Sim, o amor verdadeiro só terá condições de subsistir se você entrar em um relacionamento inteiro como ser humano. Cem por cento!
E, veja bem... ainda não conseguimos ser (100%) conosco mesmos... imagina, isto sendo cobrado do outro?
Vá de encontro a você mesma, pois você somente conseguirá me amar se for você mesma.
Sim, o amor verdadeiro só terá condições de subsistir se você entrar em um relacionamento inteiro como ser humano. Cem por cento!
E, veja bem... ainda não conseguimos ser (100%) conosco mesmos... imagina, isto sendo cobrado do outro?
Rubem
Alves, psicanalista, afirma que a saudade é o chão do amor.
Já Hélio
Pellegrino, psicanalista e poeta, afirma que a liberdade é o chão do amor.
Espaço,
liberdade, espontaneidade, constituem o amor como virtude, não como dever ou
obrigação, portanto, nenhum oficial de justiça, nenhuma multa, nenhuma quantia
pode substituir ou ressarcir a ausencia deste amor.
Sua
falta se faz sentir em todo relacionamento.
Ele é
necessário em nossa vida, mas precisa ser real e espontâneo, prazeroso, tanto para quem
ama como para quem recebe o amor.
Que
possamos aprender a amar e a receber, sem cobranças, com liberdade e
espontaneidade, com respeito à privacidade e, até mesmo, à individualidade.
Vale à
pena amar e ser amada dessa maneira!
Do contrário, pra mim, valor nenhum há!
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