Hoje, decidi fazer algo novo.
Decidi ouvir o som, abafado, do meu sussurro e entender que algumas coisas são inexplicáveis e permanecerão, para sempre, imutáveis.
Meu coração rendeu-se ao silêncio e pude perceber que há, também, muitas outras coisas que podem ser lançadas no mar do esquecimento, e, essa atitude, pode mudar definitivamente... a história da vida.
Olhei-me, atentamente, vi-me como, realmente, sou...
Olhei-me sem hipocrisia... sem máscaras... sem desculpas... desnudei-me de mim mesma...
Meu coração guiou-me a um encontro com a minha humanidade!
Pude perceber que tornar-me humana significa reconhecer que não sou perfeita, que sou passível de errar, que não preciso ter todas as respostas e nem saber tudo.
Percebi que tenho deficiências, áreas de sombra... desejos ocultos... fraquezas que não podem ser confessadas.
Rasguei-me, por dentro, ao confrontar-me com minha humanidade.
Percebi que viver no contexto da eternidade significa considerar-se infalível, ser cheia de arrogância, achar-se acima do bem e do mal.
Ser intolerante, julgar as pessoas por suas falhas... não ser compassiva... chegar ao extremo na busca pela perfeição.
Que alto preço a se pagar!
Entretanto, não abro mão mais da minha humanidade.
Cometerei erros, terei decepções, sofrerei, mas também, serei mais tolerante, menos exigente... mais compreensiva... e saberei amar, de uma maneira plena, livre de pré-conceitos e preconceitos...
Essa será minha busca:
Morrer para mim mesma, e renascer melhor, mais humana, a cada novo dia!
Agosto 2007
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Sei que vai gostar se acessar...
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