2 de setembro de 2010

PERDI A MINHA MELHOR PARTE!



Tenho dias, em que me apetece escrever(-lhe).

Para mim escrever é mais que juntar palavras e formar frases.
Escrever é muito mais que (re)produzir frases bonitas, procurar palavras "caras" e encontrar adjectivos raros com o propósito de impressionar, sensibilizar, motivar, magoar (seja o que for)..
Escrever é conseguir transpôr por palavras emoções.
Aquilo que se sente, que se vive... e isso, nem todos conseguem.
Os que conseguem fazem arte, talvez possuam um dom (não sei).
Sei que escrevia tão naturalmente, que os dedos "fugiam" pelo teclado, constantemente inspirada, cada palavra ganhava um significado que nem eu conseguia descrever.
Na escrita exprimia-me e fazia dela o que "a realidade de gente que como eu se identificava por também ser gente".
Agora?
Escrevo menos, em sendo o que mais gosto de fazer... os dedos continuam a percorrer o teclado, mas desta vez, cansados, cada vez que o faço parece não fazer sentido, falta-me inspiração, motivação, falta-me algo...
Vejo que a exustão é um dos impedimentos no meu dia a dia, e que, na hora  calma, sem perturbação externas... já estou querendo mais ir para cama do que sentar na frente do notbook e deixar a alma falar, querendo apenas que a alma aquiete-se.
Depois de muitos dias assim, 
Hoje sinto que...

...perdi a "minha melhor parte"!

26 de agosto de 2010

NA AUSENCIA DO PERDÃO:NOSSAS ENFERMIDADES

Estou aqui, mais um dia/noite ao lado da minha caçula que num leito de hospital, necessita dos cuidados médicos... e, olhando ao redor, vejo tantos outros sofrendo, chorando, gemendo suas dores fisicas e interiores, e, meu coração se compadece.
Nesta compaixão, minha alma grita o favor do Pai em favor de cada um deles, assim como da minha filhinha.
Vem-me à lembrança da Palavra que diz: "Tudo coopera (contribui) para o bem daqueles que amam a Deus" !
E, quando leio este 'tudo', constato que, não é 99,9%... é TUDO!!!
Então me consolo no coração em ter esta visão espiritual.
Por outro lado, confirma-se em mim na mesma Palavra que diz que a falta de perdão faz adoecer os ossos, o fisico, a mente...

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;"
Mateus 6.14)

“Perdão”.
Palavrinha difícil esta...
É incrível como muitas pessoas, não poucas, tem uma dificuldade gigantesca em lidar com este assunto.
Não raro, vejo muita gente sendo devorada e corroída por dentro através das feridas inflamadas e purulentas que estão guardadas nas lembranças.
Às vezes estas memórias estão escondias atrás de grandes muralhas de rejeição, impaciência, depressão, melancolia, autocomiseração, irritabilidade e algumas vezes transmitem uma falsa sensação de força, mas sempre acabam se revelando na brutalidade com que a dor retorna de vez em quando e a gente tenta esquecê-la sem sucesso.
Cresci ouvindo a sabedoria popular e ela dizia: “quem bate esquece, mas quem apanha não.”
Esta é uma verdade que acompanha invariavelmente qualquer ser que tenha consciência de si memo.
A ofensa, o tapa, a humilhação, a traição, o roubo, o abuso, o abandono, o pré-julgamento, o pre-conceito, a injustiça...
Seja qual for o nome que você dê à sua ferida de estimação, por mais que se coloque sobre ela o peso do tempo ou da dureza de levar a vida amargamente, dificilmente ela vai cicatrizar, no máximo vai criar uma leve casca, mas ao menor toque vem à tona a dor novamente carregando consigo todo o potencial doloroso da lembrança de quando a ferida foi aberta.
Alguns vão vivendo como podem, ou melhor, vão morrendo aos poucos como podem.
São leprosos de alma, vão levando a vida tomando sobre si armaduras e carapaças como pesadas vestiduras, erguendo seus castelos e fortalezas contra o menor sinal de um novo dano ou machucado.
Nem dá para saber se é autodefesa ou autopunição.
Muitos vão chorando pelos cantos, sozinhos na escuridão da noite, enxugando suas lágrimas internas e externas como dá, tentando não deixar ninguém perceber a sequidão que é viver assim.
É preciso manter as aparências, dizem eles.
Outros provocam o mundo com as mesmas dores com que foram afligidos, é quando o traído, por exemplo, tem uma neurótica e compulsiva vontade de trair também para mostrar, inconscientemente ou não, ao mundo que isto dói e muito.
Ou quando o humilhado ameniza sua dor humilhando e pisando em qualquer outra criatura que venha ao seu encontro.
A mágoa e o rancor sempre procuram um culpado, disso não se escapa.
O problema é que, às vezes, na falta de se encontrar um “bode expiatório”, muitos culpam a si próprios.
Com ou sem razão muitos outros, pela falta de coragem para assumir seus erros, vão espalhando suas culpas obsessivas por seus familiares, amigos e inimigos próximos.
Nem o próprio Deus, o Criador, escapa do alvo daqueles que querem achar, de qualquer jeito, um culpado para sua tristeza e dor.
Estes vão sorteando nomes e culpados para suas feridas como quem distribui as cartas de um baralho numa mesa de Poker.
Faz tempo que muitos desistiram de viver, alguns literalmente, carcomidos por suas dores internas.
Já dizia o sábio Shakespeare: “Guardar uma mágoa é como tomar um copo de veneno e torcer para que o seu agressor morra.”
Parece irracional, mas o que o famoso escritor inglês descreveu nesta frase é a lógica inversa da cura para toda essa dor que tanta gente carrega e alimenta durante anos a fio.
É provado cientificamente que o rancor arquivado pode ser somatizado pelo corpo através de doenças como câncer, gastrite, enxaqueca, cólicas agudas, doenças da pele, distúrbios hormonais, depressão e outras neuropatias sérias.



Etimologicamente perdão é o ato de não imputar a um transgressor a necessidade de pagar pelo erro cometido, ou seja, perdoar é o mesmo que liberar um condenado ou um réu de cumprir uma sentença, é como dizer a um presidiário amarrado na cadeira elétrica: “amigo, levanta daí, não vamos mais ligar a corrente elétrica em você. Você será liberado agora!”
Aí está o grande problema encontrado na palavrinha “perdão”:
quem perdoa perde muito.
O perdão fere nosso senso comum de justiça, principalmente quando os ofendidos somos nós.
Quem perdoa, na verdade, assume para si próprio o valor e a dor da punição.
Perdoar é como ser ofendido duas vezes, a primeira pelo desafeto recebido, a segunda por abrir mão do justo direito de revidar ou se vingar.
Mas, acredite em mim!
Por experiência própria e por ver muitos outros amigos vencendo seus dramas interiores e encontrando de novo o caminho da cura integral... posso afirmar com a autoridade de quem já experimentou e tem aprendido a experimentar a dádiva de perdoar: existe muito mais benefício em não “cobrar a ofensa” do que alimentá-la dentro de você.
Tenho consciência de que não é uma atitude fácil de se tomar, é verdade.
Algumas vezes a sensação de náusea, confusão mental e de dor é muito mais forte do que qualquer argumento lógico e racional a favor de liberar ou não o seu perdão.
Não digo isso porque me considero boazinha, realmente não o sou!
Tenho meus defeitos como qualquer outra pessoa.
O que tenho aprendido até aqui é que, na maioria das vezes, esta capacidade para tomar tal atitude simplesmente não vem de nós.
A única força capaz de superar a mágoa e remover toda raiz de amargura é o amor.
Ele, o amor, vence todas as coisas, vence até a morte.
Não é por acaso que João, o apóstolo, escreve em sua epístola afirmando categoricamente que Deus é Amor.
Sim, a essência de Deus é o Amor.
A única fonte verdadeiramente confiável de amor é Deus, muitos são os textos revelados por toda a Bíblia que expressam este envolvente e imensurável Amor de Deus pela sua criação e de forma especial pelo ser humano.
Este Amor Ágape, sobrenatural, nos ensina a viver e caminhar em direção à cura de nossas feridas emocionais e existenciais.
De forma contundente, o apóstolo Paulo afirma em sua carta aos Romanos, capítulo cinco, verso oito, dizendo: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores."
Não houve merecimento nosso, não foi o esforço humano que provocou uma reação de perdão de Deus para nós.
Foi simplesmente por Amor e espontaneamente.
A teologia moderna chama isto de solidariedade de Deus em relação ao ser humano, mas a Palavra Revelada chama a isto de Graça.
Sem preço, sem barganha, Ele, Deus, fez isto antes que qualquer um de nós pedíssemos ou merecêssemos.
A boa notícia é que em Jesus, Deus ofereceu perdão gratuito a toda humanidade, isto inclui a você e a mim.
É este mesmo amor que nos convida, igualmente, a perdoar quem nos tem ofendido.
O perdão que liberamos hoje retorna como bálsamo, alívio e cura para nossas dores.
Em Jesus, o perdão não é condicional, é mandamento incondicional pois somos perdoados com a mesma medida em que perdoamos.
Quando perdoamos nos enchemos mais um pouco de Deus, é como se Deus reconhecesse em nós algo em comum e viesse nos dar um “olá!”.
Então...
Quer ser curado?
Perdoe!
Quer ser liberto?
Perdoe!
Quer ser realmente feliz?
Perdoe!
Talvez você até encontre alguma dificuldade para dar este primeiro passo, mas tenha certeza que o Doce e Santo Espírito de Deus é quem nos auxilia em nossas fraquezas.
Ninguém melhor que o Criador para sondar sua mente e espírito nesta hora e saber exatamente do que você precisa.
Ele já lhe deu neste dia um coração batendo, isto já é o suficiente para você, como eu, reconhecer que sem Ele nada somos.
Acredite!
Mesmo no conturbado e obscuro mundo em que vivemos, mesmo diante da morte, da dor, de poderes sobrenaturais da maldade, com a perturbação do passado, do amedrontado presente ou da incerteza do futuro, nada é capaz de nos separar deste gigantesco Amor de Deus por nós.
Precisamos dEle, esta é a mais pura realidade.
A única coisa a fazer então é dizer:
Deus, me ajude!
O resto já é com Ele.
O Deus que ensina a perdoar lhe abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

MBB
...

19 de agosto de 2010

AMOR & OBSESSÃO



Você sabe a diferença entre amor e obsessão?


Fico olhando as pessoas a minha volta e não acredito em como o amor pode nos tornar cegos, burros e fantasiosos.
Aí surge a dúvida: Será que é amor mesmo?
Vejo sofrimento, humilhações, loucuras, na grande maioria das vezes atitudes em vão que só demonstram a fraqueza e o vício pelo outro e isso me assusta. Não quero dizer que é sempre assim, não, não é!
O amor de verdade vai além da pele e da química, prioriza o respeito, a privacidade e individualidade do outro e respeita o que o outro gosta mesmo você não gostando igual.
Quem foi que disse que no amor tem que ter sofrimento?
Isso era coisa de adolescente...
Pra mim hoje, na maturidade, amor significa companheirismo, lealdade, amizade, cumplicidade, é tranqüilo, sensato, confortante, não feito de cobranças, desconfianças e ataques (pitsss)
Quem ama cede.
Valoriza.
Compreende.
Escuta.
Deixa livre.
Acho que é justamente por pensar assim que continuo sozinha por opção, prefiro a minha companhia que um relacionamento doentio, sufocante, violento, que não me traga paz de espírito.
Vejo as pessoas tentando, insistindo, sangrando por “amor”.
Eu prefiro sorrir, agradar, confiar e respeitar por ele.
Continuar insistindo em um erro e fingir que não enxergam o mal que fazem a si mesmo é optar por sofrer.
Não sou a melhor pessoa no quesito relacionamento, mas, em cada erro aprendo mais que nos meus acertos todos.
Hoje, mais que nunca, sei distinguir a diferença entre amor e obsessão.
Posso até ser exagerada, mas não dou a ninguém mais o direito de brincarem com o que eu tenho de sagrado.


QUERO UM AMOR SAGRADO, COM SABOR DE FRUTA MORDIDA


18 de agosto de 2010

HOJE EU QUERO...!


Hoje sinto-me como a águia.

Nenhuma barragem poderá represar-me e impedir que me torne um oceano.
Se tentarem barrar minha passagem colocando grandes pedras no meu caminho, as converterei em corrente , em cachoeira, e saltarei impetuosa, pois sou felina.
Se me fecharem todas as saídas, eu me infiltrarei no subsolo.
Permanecerei oculta por algum tempo mas, não tardarei a reaparecer.
E sem que percebam estarei jorrando através de fontes cristalinas para saciar a sede dos que passam.
Se me impedirem também de penetrar no subsolo, eu me transformarei em vapor, formarei nuvens e cobrirei o céu.
Em chegando a hora, atrairei furacão, provocarei relâmpagos, desabarei torrencialmente, em forma de chuva e inundarei e romperei qualquer represa e serei finalmente um grande oceano.


Ninguém, mas... ninguém mesmo me deterá... melhor nem tentar!


14 de agosto de 2010

AUTO-ENGANO


Quando a alma está em fuga da verdade, os primeiros sintomas são de negação, depois de transferência para outros, e, depois, de ódio por alguém que se pareça com o objeto de nossa negação, e, em havendo persistência, a pessoa se inimizará em relação a todo aquele que tente lhe abrir os olhos... Mesmo os mais amantes da verdade, são seletivos até onde vão com as implicações da verdade...
Existem fugas da verdade em relação a nós mesmos, ou em relação a quem amemos e não estejamos querendo enxergar em seus defeitos ou doenças de alma e caráter, ou em relação a quem quer que gostemos e que tenhamos idolatrado...
O pior auto-engano é aquele que se instala em nós como negação do que esteja acontecendo com a gente...
O segundo pior é aquele que nos faz negar que algo ruim esteja sendo feito e praticado por quem quer que amemos...
O terceiro pior auto-engano é aquele que nos faz transferir para outrem aquilo que deveríamos tratar com o implicado, mas que nós negamos para nós mesmos que seja aquilo mesmo que esteja acontecendo... apenas porque tememos que a verdade desconstrua a pessoa ante os nossos olhos...
O quarto pior auto-engano é quando alguém que julguemos que nos deve algo, e que nos ama o suficiente para não nos deixar no engano, e nos diga o que é... o que de fato está acontecendo... ou seja: como são as coisas... Entretanto, quem está no auto-engano não quer “acareações” na verdade...
Nem tampouco aquele que engana alguém que se auto-engana pelo amor e pela afeição..., não se dispõe a tirar nada a limpo na cara e direto...
Pena!
Sim, pois quem ama o suficiente para dizer que não gosta do que alguém faça contra o fluxo da verdade, da vida e do bem comum, esse ama muito mais do que aquele que esconde e que faz de conta que tudo está bem...



Se o que digo servir para alguém, que se faça bom proveito!

6 de agosto de 2010

A ESPERANÇA QUE VEM DE DEUS

O Espirito Santo não desperta em nós uma fome que Ele não pretenda satisfazer.
Que a sua fé, pois, levante vôo e reclame toda a terra que seus olhos avistarem.
Tudo o que pudermos apreender com a visão da fé é nosso!
Estendamos os olhos até onde eles alcançam, pois tudo nos pertence.
Tudo que fluir em nós através de Deus, assim como, tudo que desejamos ser como crentes, como discípulos do Mestre; tudo o que ansiamos fazer para Deus, está dentro das possibilidades da fé.
Então acheguemo-nos a Ele, e com a alma aberta às influências do Espírito Santo de Deus, deixemos que todo o nosso ser receba o batismo da Sua presença; e quando Ele nos abrir o entendimento para ver toda a plenitude divina, creiamos que tudo o que Ele tem em todas as áreas que compõem a nossa vida ... é nosso !
Apliquemos a nós mesmos todas as promessas da Sua Palavra, aceitemos todos os desejos que Ele despertar dentro de nós, tudo aquilo que podemos ser como seguidores de Jesus.
Toda a terra que virmos, já nos foi dada.
As provisões da graça de Deus estão de acordo com a sua visão interior.
AquEle que põe no seio da ave o instinto de atravessar o continente em busca de sol de verão, não a engana: assim como colocou nela aquele instinto, colocou também naquela outra região as brisas suaves e o esperado sol, para que ela os encontre quando chegar.
AquEle que sopra em nosso coração a esperança e esperança celeste não nos enganará nem falhará, quando avançarmos ao encontro dela.

E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera. (Lucas 22:13).

1 de agosto de 2010

A SUA CURA É O OUTRO...

Os caminhos do coração humanos são indecifráveis...

Você vê gente sofrendo de tudo, e vivendo como se tudo fosse normal.
Você, por outro lado, vê gente sofrendo de nada como se sofresse de tudo...
Na realidade, cada vez mais, minha experiência vai mostrando que não há escolas psicológicas capazes de atender a cada alma humana.
De fato, cada alma demanda uma psicologia pessoal e particular...
Não dá pra dizer que Freud explica quase nada...
Freud explica a si mesmo..., e olhe lá...
Sua Psicanálise é auto-analise, por mais “cientifico” que ele pretendesse ser, posto que por mais isento que fosse, a “ciência” que ele praticava só poderia ser verificada a partir dele mesmo, não apenas de sua interpretação, mas de sua própria/particular/existencial experiência psicológica.
Há pessoas que me procuram com crises de contornos “freudianos”.
Para tais pessoas Freud parece funcionar bem...
Outras, porém, nada têm a ver com o que o Freud pressupôs houvesse em todo homem, sem que haja...
Nesses casos, tateio até ver a “porta de entrada” da pessoa, e, frequentemente, verifico que tal “entrada” não existe nas matrizes das linhas psicológicas clássicas ou pedagógicas, e, portanto, demanda uma psicologia singular, tecida entre você e a pessoa, até que o sistema esteja mais ou menos visível e, portanto, discernível.
Em outras palavras: tem que ser como Jesus praticava...
A “psicologia” de Jesus era simples e se servia das metáforas que as pessoas traziam ou compreendiam. Tudo, porém, tinha ver com “aquela” pessoa, e não com uma matriz psicológica universal.
Assim, com Jesus não há padrões... O padrão é o individuo...
Desse modo, cada pessoa demanda uma psicologia singular, por mais que os modelos psicológicos possam ajudar aqui e ali. No entanto, depender exclusivamente deles é pura tolice...
O modelo de Paulo, a confrontação, é o que vejo que melhor ajuda as pessoas, pois, de fato, trata-se de um método não metódico, é que busca discernir a essência da questão, e trata dela cara a cara, sem medo de afirmar, de indagar, de sugerir, de provocar, de perturbar mesmo... — até que a verdade vá aparecendo, e, assim, a pessoa vá se enxergando e tomando as decisões práticas quanto a debelar o vício do sintoma como mal a ser tratado como causa... sem que o seja.
Os pudores psicológicos atrasam em demasia a cura das pessoas...
Vejo pessoas oito, dez, doze anos em um terapeuta, ruminando os mesmos bagaços, pagando caro para serem ouvidos sem que isto deslinde qualquer coisa em seus interiores, até que chegue o dia da verdade...
Então, sem pudor, atendo a tais pessoas; algumas já sabem tudo de tudo, até mais que a maioria dos psicólogos, de tão profissionais como clientes que vieram a se tornar...
A surpresa para elas é que o que durara anos, por vezes em uma, duas, três semanas, ou em poucos meses, cede...; e, então, começa a abrir o espaço interior para que, pela via da confrontação, a pessoa comece a parar de chocar seus quase/dramas; e, assim, sem pena de si mesmo, sem transferências de nada para ninguém, sem auto-piedade ou auto-comiseração, o individuo comece a reagir; e, em não muito tempo, comece a ficar perplexo com os resultados...; sem saber a razão de não ter que ser um processo necessariamente tão longo e demorado no atingimento dos desejados resultados...
Na realidade o que a maioria das pessoas necessita é do encaramento na e da verdade!
Noto o despreparo brutal da maioria dos chamados profissionais de Psicologia.
Alguns nada dizem apenas porque não têm mesmo o que dizer...
Outros gostam da lentidão... Ela é lucrativa... Há ainda os que são tão doentes que fazem psicologia para se distraírem de si mesmos ouvindo os outros... Mas poucos há com consciência do que seja a ajuda que as pessoas precisam...
Ora... isto sem falar naqueles que são pagos apenas para consentirem com o devaneio do individuo...
São os Psicólogos do “vamos que vamos”...
Sim, você o paga apenas para que ele diga que você tem razão em soltar todas as frangas e todos os bichos do seu zoológico particular...
No meio disso tudo, há alguns profissionais da psicologia que são de fato muito bons, embora poucos.
O que me ressinto mesmo é do fato que se houvesse entendimento do Evangelho, e amor e limpidez de propósitos, todo verdadeiro pastor de almas naturalmente seria um psicólogo.
Mas quase não há tal coisa... A maioria dos pastores está tão perdida que nem mesmo dá conta de sua própria alma, quanto mais da dos outros!...
A receita de cura de Isaías é simples [cap.58]: liberte os oprimidos, quebre cadeias nos outros, franqueia a vida ao próximo, não fuja dele; e mais que isto: abra a sua própria alma com o aflito [deslocando o foco do “si-mesmo” para o outro] — pois, então, se diz: A tua cura brotará sem detença!...


A melhor terapia desta vida sempre será o serviço em amor!
Quem se esquece de si e arranja olhos para a vida, em geral ficará curado enquanto limpa feridas e cuida de angustias alheias...
Aquele, porém, que apenas cuida de si mesmo, de suas supostas dores, e concentra-se exclusivamente em sua angustia como elemento pivotal da existência universal, esse pode contratar o melhor psicólogo para que lhe ande a tira-colo, pois, ainda assim, jamais ficará curado...
Ninguém sabe em que espírito o Samaritano vinha sem seu caminho...
Entretanto, pouco importa se ele vinha cantando, alegre, feliz e grato, ou se vinha sofrendo, angustiado e infeliz...
Sim, o que importa é que ele olhou para o outro, o outro pior do que ele, o outro sem autodeterminação, caído no caminho... E mais: fez isso sem que importasse quem ele ou o outro fossem um para o outro...
Sem que fosse significativo como o Samaritano estivesse se sentindo, o que valeu foi o ato, foi o feito, foi a parada e o levantar do homem...
Sim, o importante não era a subjetividade, mas a objetividade da decisão...
Digo isto hoje porque vejo que muitos dos que me escrevem jamais ficarão curados enquanto não se esquecerem de si mesmos, e, enquanto não transformarem sua auto-vitimização em ação pró-ativa em favor da vida...


Pense nisto; e pare de lamber adoecidamente as suas próprias feridas...


NEle, que nos cura pela verdade e pela prática do amor voltado para aquele que vemos..., e que carece de graça e cuidado,


Caio Fábio


Depois que leio algo assim... torna-se impossivel não publicar aqui...
Deus o abençoe cada vez mais, Rev. Caio Fábio em toda sua sabedoria do Alto!
MBB

29 de julho de 2010

UM CHEIRO PRA VOCE!



Será preferível viver o presente ou planejar o futuro? Viver intensamente o agora sem se preocupar com o depois ou se sacrificar hoje para garantir um futuro tranquilo?


Enquanto a formiga carrega comida para o formigueiro, a cigarra canta, canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga da cigarra que distrai da fadiga, seria uma barra o trabalho da formiga!
Penso que na verdade o mais importante seja equilibrar presente e futuro.
Viver plena e intensamente o agora é fundamental, pois não temos nenhuma certeza se o amanhã irá chegar para nós.
De qualquer forma, não podemos descuidar do futuro, de planejá-lo, para não sofrermos depois a consequência de nossa displicência.
Não dá para ser só trabalho, como a formiga o faz, nem tampouco só cantiga, escolha irresponsável da cigarra. Precisamos estudar, sim, sempre e muito, trabalhar para conquistar um futuro mais tranquilo, mas nunca, jamais, deixar de cantar, de viver cada minuto, de curtir o momento, de aproveitar os privilégios que se oferecem a cada momento de nossas vidas, de sermos felizes, porque, se o amanhã não vier, teremos menos do que nos arrependermos se tivermos vivido realmente nossas vidas.

25 de julho de 2010

O SEGREDO DA VIDA COM DIGNIDADE

O Sentido da Vida, que é o ensino do Evangelho antes mesmo de existirem os Quatro Evangelhos — afinal, o Evangelho é eterno — sempre indicou na direção da Vida como entrega, como dádiva, como sacrifício e como morrer vivificante.
E assim é com tudo o que seja vida...
A Natureza dá testemunho diário de seu investimento de entrega e de morte ao ciclo da vida.
Natureza é isso: vida servindo a vida!
Entretanto, no Evangelho, tal entrega é espontânea e é consciente.
Por isto se diz que é para que lancemos o nosso próprio pão, loucamente, sobre as águas, a fim de que alimentemos voluntariamente o rio que nos abençoa com água e peixe.
E mais; ainda se completa afirmando que tal dádiva, depois de muitos dias, sempre em um longe oportuno, volta para nós, e retorna nosso investimento feito às cegas, na mera alegria de dar à vida mais vida.
Jesus disse que o caminho para receber é dar.
Disse que é muito melhor dar do que receber.
Disse que o grande privilégio deve sempre ser ter podido dar.
Disse também que a devolução de nossas dádivas de amor, acontece sempre de um modo exagerado, embora nós nem sempre saibamos como a medida sacudida, recalcada e transbordante virá, com que forma nos visitará, embora saibamos que será sempre na melhor hora.
E em tal ato de dar se deve ter também o mesmo sentimento que houve também em Jesus.
Ora, Jesus nunca disse que deu nada!
Sim, não há uma única propaganda dEle sobre Ele!
Ele apenas diz que é para não andar ansioso de nada, que é para buscar o Reino de Deus, que é o Evangelho vivido, e que tudo o mais nos seguiria como bondade e misericórdia todos os dias de nossas vidas.
E mais: Ele disse que a vida dEle ninguém tirava dEle.
Ele A doaria.
Sim, pois doação arrancada não gera o fluxo da vida.
A Sabedoria, todavia, diz:
Lança o teu pão sobre as águas, pois, depois de muitos dias, o acharás.
Portanto, trata-se de uma decisão voluntária.
Uma decisão alegre de ofertar ao rio da vida o pão do nosso labor como gratidão, confiança e fé.


O MELHOR INVESTIMENTO DA VIDA É A VIDA!