23 de maio de 2011

LUCIDEZ PERIGOSA



Há alguns dias (ou seriam meses?...) tenho estado silenciosa.
Desencantada?
Cáustica?
Crítica?
Talvez, esse momento pós cirúrgico onde fico obrigada a aquietar-me, apenas na observação do que se passa ao redor e até na distancia... neste silêncio, me faça enxergar mais do que quero ver.
Não sei...
Olho à minha volta e não gosto do que me circunda, nem do que sinto.
Fazer parte da superficialidade com que se estabelecem as relações pessoais próximas e distantes está me deixando, no minimo, fragilizada.
Há algum tempo estou me sentindo inadequada sem conseguir descobrir em relação a quê. Ou, exatamente sabendo ao quê ou a ‘quens’...
Não consigo existir assim!
Preciso de profundidade.
De pé no chão.
De base.
De solidez.
Sinto enorme falta de:
* olhos nos olhos,
* de emoção do abraço apertado,
* de sorriso prazeroso de encontros e reencontros,
* de amenidade gostosa do bem-querer descompromissado e gratuito saboreado ao largo de uma xícara de chá ou suco natural,
* de eco a tudo que sou e ofereço,
* de união, especialmente dos mais próximos,
* de camaradagem profissional,
* de senso de doação,
* de sede e fome de justiça,
Falta de simplesmente me deixar ser e entrar no ritmo da vida.
Onde estão... (?)
* a verdade,
* a reciprocidade,
* o afeto,
* o amor,
* a lealdade,
* a alegria pura de ser o que se é,
- sem cobranças ,
- sem parâmetros de comparação
- sem culpas?
Em um cotidiano sem tréguas, feroz e competitivo, o mundo caminha por uma trilha onde sucesso é sinônimo de prioridades materiais e prestígio público.
Onde a desconfiança é latente naqueles que eram para realmente lhe conhecerem como o é...
Uma indizível solidão salta dos olhos das pessoas que já não se fitam... nem se amam.
Pelo menos como determina-se no mandamento cristão.
Não se importam...
Afinal "poder" tem sido melhor do que "ser".
Absoluto vazio existencial.

Ter consciência disso , fazer parte disso , é, como diria Clarice Lispector,“uma lucidez perigosa”.
O que fazer com essa certeza?
Definitivamente não quero isso para mim...
Talvez me faltem - ainda- coragem e ousadia para quebrar o cordão umbilical do faz-de-conta e ser sozinha mesmo, porque é assim que vou estar, quando ousar ser alguém e não algo.
Mas, então, pode ser esse o meu alumbramento: deixar de ser minha maior inimiga!


20 de maio de 2011

16 de maio de 2011

AMO... LOGO EXISTO!


 
Como diziam os quadrinhos:
Amar é...

‘Um sonho que se torna realidade!’
‘Pensar nele, dia e noite...’
‘Aquele primeiro beijo...’
‘Colocar o seu coração no relacionamento!’
‘... distração!’
‘... um paraíso!’
‘Ter a química certa.’

Que o amor é um sentimento sublime nenhum mortal discorda!
Todavia, quem ama não vive apenas dias ensolarados!
Este sentimento pode fazer doer e muito os corações apaixonados!
Não são raras angústias no coração de quem ama, alguns chegam a ficar loucos, não vêem nada além de a pessoa amada, ficam desnorteados, por vezes asfixiados.
Um coração não correspondido deixa-se enganar.
Alguns até vivem de migalhas, numa árdua batalha com a finalidade de convencer ao outro o quão prazerosa seria a vida a dois.
Cria um mundo só seu, no qual a vida almejada é incrivelmente bela,quase inatingível.
Estamos dispostos a correr riscos, queremos amar e ser amados, não nos importando por quantas provas iremos passar em nossas vidas!
De fato é o amor que nos move, que nos faz acordar todos os dias e nos faz querer levantar!

Amo... logo existo!

30 de abril de 2011

MINHA FILHA... ALESSANDRA!


AMOR...

FELICIDADE...


ALEGRIA...

PAZ...


SERENIDADE...


AMIZADE...


MIMOS...


CARINHOS...


PROSPERIDADE...


SALVAÇÃO EM CRISTO JESUS...


BEM AVENTURANÇA...



FLORES...


BOLO DE FLORES...


MESA FARTA DE DOCINHOS E CHOCOLATES



FELIZ ANIVERSÁRIO!!!



PARABÉNS A VOCÊ!


ALEGRIAS INCONTÁVEIS!


REALIZAÇÃO!


                                                              SUCESSO!


VITÓRIAS!


ESTOU HOJE, MAIS DO QUE OUTROS DIAS...
COM VOCÊ... AO SEU LADINHO...
EM ESPIRITO E ORAÇÃO!


AMAMOS VOCÊ MINHA LELEKA LINDA!
Mamady
Marcos
Tchelinha
Móicinho
Day
D'Israelzinho
Vóinha e Voinho
Tiozinhos
Priminhos
Than Than
Jhonny
Filhotes
Sogrinhos
Cunhadinha
Tiazinha vizinha
e... 
TODOS OS AMIGOS VERDADEIROS!
***
Que o Pai continue lhe abençoando e lhe protegendo
SEMPRE!!!
Amém!
***

29 de abril de 2011

MEU PAI!


EU... MEU PAI... E O TEMPO!

Olhando para o meu pai numa foto recente, observei o quanto envelhecido está apesar de lúcido, ativo e um intelectual que é... escreve seus livros, um dos hobbies que mais gosta.



E, por isso mesmo, peguei o telefone e entre troca de carinhos e palavras de
saudade amoraveis, ouvi assim..

Minha filha, não ha como não aceitar os efeitos do tempo, a gente envelhece!
Não adianta lutar, a gente envelhece!
Por mais que não queira, a gente envelhece!
É como o fim da festa, todos partindo para suas casas, a gente envelhece e
esquece... m
uito da energia juvenil, parece o desmontar da arquibancada, no desfile, cada figurante vai perdendo suas peças!
Acontece o inesperado: o corpo dói, a melodia do samba desafina, a mente se corrói em pensamentos negativos, a pele coça se descamando, lentamente as rugas vem se fazendo notar, esvaindo como numa pintura velha, corroída pelo tempo inexorável!
Depois as rugas se fixam, o rosto marcado vai mudando, a coluna abandonando a matéria espessa... a gente envelhece, e, há aqueles que até tem medo de ir embora!
Mas... tem que ir!
Lá fora, a vida vai dizendo adeus, como você diante da despedida sua como ‘miss’, onde acenou àqueles que aplaudiam-na...(lembra-se)?
A mente implora pra ficar, mas está partindo devagar, sem perceber e sofrendo pelo terminar... e ninguém mais quer nos compreender, e ter a paciência que tantas vezes já tivemos...
Fomos perdendo os direitos, o corpo se arrasta cheio de trejeitos, onde levantar de uma cadeira é um peso...
E os médicos dizem:
-Agradeça! São poucos que chegam na sua idade!
Mas nós queríamos ter a sabedoria adquirida, e apenas 21 anos, esta é a verdade que ninguém ousa dizer.
Porém, o espetáculo está no fim, e entramos no palco para o último ato, com os
olhos marejados de lágrimas, fazendo muita gente da platéia soluçar, tentando
dizer que nesta existência só há cansaço e enfado e que o céu nos espera se
fizermos por onde estarmos nele.
Ainda há muitos que é nessa existência que querem ficar!
Seu pai sabe para onde vai, para os braços do Senhor (o seio de Abraão) pois, tenho cuidado com zelo da minha Salvação em Cristo Jesus...
Cuide da sua Salvação também minha filha, porque ela é individual!


Desliguei o fone em lágrimas diante de tanta sabedoria e verdade e consciência de ter sido-sendo um exemplo de homem de Deus!
Amém... meu paizinho!
Assim seja!


Hoje é seu aniversário... 89 anos... uma vida com longevidade saudável, todavia, sabedor do quanto os anos que viveu, sobejam experiências, lucidez, maturidade e sabedoria.
Sim! Uma sabedoria que é do Alto, quando um ancião como o é, cabelos brancos, tez cansada, o andar já mais lento... o sorriso que não sai dos lábios e quando há a pergunta direta:
-“como está meu paizão hoje?” ... os meus lábios é que se abrem em sorrisos quando ouço:
-“batuta minha filha, melhor... não ficaria tão bom!”



Sim... você é 10! 100! 1000! Infinitamente inigualável, único, ímpar, singular como ser humano, cidadão, homem, marido, pai, avô... especialmente, como servo do nosso Deus!

Muito aprendi... tenho sede cada vez maior do nosso convívio, para, poder sentar aos seus pés enquanto da sua boca só saem pérolas de sabedoria a mim, a cada um de nós.
Parabéns a você!
Nesta data querida!
Muitas felicidades...
Quantos anos de vida que o Pai lhe aprouver!
Meu coração é grato a Ele, pela sua vida, meu pai, ainda com vida, e, vida em
abundancia...
Bem aventurada filha que sou!!!
Miriam Cilene (MBB)

17 de abril de 2011

O AMOR E SUA ESSÊNCIA


Quando se fala em gestos de amor, na imaginação de alguns aparecem demonstrações grandiosas postas diante dos olhos do mundo para que todos vejam.
No entanto, o amor não necessita ser acompanhado de um tom exagerado e, sim, de espontaneidade.
O amor é tão generosamente simples que não precisa de manifestações estupendas para se revelar.
Muitas mulheres, em algum momento de suas vidas, sonharam com um homem aos pés, fazendo juras de amor eterno, coberta de mimos, ao que se pergunta: para que tanto? 
A um homem que diz “te amo” não há que se impor mandar dúzias de rosas à mulher amada a cada aniversário ou data especial de sua história.
Basta uma flor retirada de um jardim com a impetuosidade dos enamorados, um olhar nitidamente sincero e a cumplicidade dos amantes, que aplaina questionamentos e afasta a angústia sobre a reciprocidade do sentimento.
A uma mulher que deseja mostrar o quanto ama não se exige devoção extrema ao seu amado nem ofuscar a si mesma pelo outro.
São suficientes os gestos do cotidiano repetidos com ternura, exalando delicadeza em cada instante: um beijo de reencontro, um abraço estimulante, uma receita caprichada para o manjar a dois.

E ao casal, nenhuma prova de fidelidade, apenas a certeza de que ambos são leais ao amor.



Dos filhos não se cobrem expressões incontestes e freqüentes do que sentem pelos pais.
A confiança dá firmeza à relação, garantindo que podem uns contar com os outros e que não haverá desamparo na tristeza nem ausência na alegria.
Filhos e pais sobrevivem aos solavancos e às rusgas porque aprenderam a superar os desafios do crescimento e a curar as feridas com o perdão mútuo.
O carinho a permear as atitudes corriqueiras deve ser fluido e permanente.



Amigos são mananciais de amor, mas não requeiram deles abrir espaço demasiado em sua intimidade para oferecer abrigo a todas as pessoas de seu convívio.
Já é bastante que estejam em nossas vidas e que estendam a mão a um apelo mais urgente.
Amizade duradoura tem sinceridade e dispensa intromissão que sufoca.
Um telefonema de vez em quando, um recado por e-mail, um cartão no aniversário, pequenas gentilezas fazem muito pelo relacionamento, mais do que não sair da vida de alguém sequer para que ele aprenda o que é independência.
E são tão bons os amigos ao alcance de um afago, de uma palavra ou de uma ajuda na hora “H” de um dia “D”, e é muito afetuoso o acolhimento em meio a
desabafos, assim como brindes com risadas fartas.

Não necessita que companheiros de trabalho convivam como amigos de infância.
Respeito e consideração que não se dispensa e, na maioria das vezes, é o que melhor define um bom ambiente profissional.
Não precisa transformar a organização em que atua numa espécie de segundo lar, mas, sim, não tratar os colegas como inimigos ou concorrentes dispostos a lhe tirar o chão.
Uma conversa animadora faz milagres pela estima que gostaríamos de ter.
Prestar auxílio sem expectativa de recompensa ou elogio, compreender os limites alheios e aceitar o modo de ser dos outros são confirmações de humanidade.



Esperar que o amor se revele com grandiloqüência, ostentação e aparatos de produção cinematográfica pode levar à enorme frustração e, pior, dificulta perceber o que as pessoas fazem de bonito, embora com singeleza, para festejar a nossa presença.
Por isso, deixamos de agradecer a quem se levanta para nos trazer um copo d’agua quando estamos com sede e preguiça... desligar a TV e apagar a luz quando cochilamos... fazer a sobremesa que adoramos... puxar as cortinas para um sono reparador... caminhar sem fazer barulho para não nos acordar... comprar um sorvete no sabor que gostamos... abrir uma brecha na agenda para nos ver no meio da semana... comprar alguma coisa que é “a nossa cara”... trazer um lanchinho quando viramos a madrugada trabalhando... confidenciar um segredo ou contar novidade em primeira mão... chamar para sair num sábado em que estamos sozinhos... encontrar uma informação útil para nós e ligar num dia qualquer só para dizer que não nos esqueceu.
Gestos de amor são miudinhos...
Detalhes que fazem toda diferença.
O que é grande mesmo é o amor e a sua essência.






15 de abril de 2011

ASSIM SOU EU... TAMBÉM!



Creio que esta será uma das raras vezes que vou falar no singular onde o pessoal está gritando aqui dentro de mim...
Assim sou eu...
Com as particularidades que me determinam, com as características que me são... próprias.
Lua em quarto crescente, certamente, no encontro de uma consistência cada vez mais real... no trilho de um equilíbrio mais conseguido!
Sou eu porque…
O tempo conduz a uma estrutura melhor definida, que estando consciente das...
inúmeras fragilidades, procuro não me desmoronar em paradoxos existenciais.

Sou…porque…
A dor experimentada, outrora incompreendida, indiciou crescimento!
Esta que por vezes parecia conduzir a um sentimento, cruel de “corrosão interior”... foi dando lugar a uma essência mais “depurada”.
Sei e sinto…
A consciência da individualidade, foi e é em certas alturas... promissora de alguma solidão.
Mas … por aqui não fico ainda que daqui não saia.
Saltarei cautelosamente, sem qualquer capricho ou presunção, tentando desprender-me de fantasmas.
De cada vez darei um passo, sem deixar de ter presente os passados tropeções... pois, tentarei dissuadir as más energias, sem muito querer exigir, da vida que sou.
E por mais vezes... darei lugar ao ser, correspondendo com autenticidade.
E assim… sigo sem muito olhar, para trás!
Sem deixar pesar amargura, ou mesmo, arrependimento.
Sigo tendo presente a minha própria forma,
A verdade que sou,
A individualidade que detenho
Sigo sendo… simplesmente.