9 de dezembro de 2010

EU GOSTO...

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Antes de mais nada gosto de gente que vibra, que não é necessário empurrar, que não se tem que dizer que faça as coisas e que sabe o que tem que ser feito e o faz em menos tempo que o esperado.

Gosto de gente com capacidade de medir as consequencias de suas ações.
Gente que não deixa as soluções para a sorte decidir.
Gosto de gente exigente com seu pessoal e consigo mesma, mas que não perde de vista que somos humanos e que podemo-nos equivocar.
Gosto de gente que pensa que o trabalho em equipe entre amigos produz as vezes mais que os caóticos esforços individuais.
Gosto de gente que sabe da importância da alegria.
Gosto de gente sincera e franca, capaz de opor-se com argumentos serenos e racionais às decisões de seus superiores.
Gosto de gente de critério, que não sente vergonha de reconhecer que não conhece algo ou que se enganou.
Gosto de gente que ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
Gosto de gente capaz de criticar-me construtivamente e sem rodeios:
a essas pessoas as chamo de meus amigos.
Gosto de gente fiel, persistente e que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideais.
Gosto de gente que trabalha para lograr bons resultados.
Com gente como essa, me comprometo a tudo, já que por ter esta gente ao meu lado me dou por satisfeito.

Mário Benedetti
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Faço minhas as palavras do Mário, sem tirar nem pôr.
E acrescento…
Gosto de gente resolvida... que sabe o que quer, como quer e onde quer.
Gosto de gente que é honesta de verdade, e não apenas porque está sob olhos alheios.
O que não se confunde com 'santidade'... afinal, não confio em quem 'aparenta' ser certinho demais o tempo todo.
Gosto de gente confiável, com quem eu possa contar e que guarde meus segredos só para si, como faço com quem me é confidente também.
Gosto de gente bonita, porque, me desculpem os feios, beleza é fundamental... não a beleza puramente estética, mas aquela que irradia de dentro para fora, que faz o sorriso brilhar e o olhar reconfortar quem está perto.
Gosto de gente de verdade, transparente, que não se esconde atrás de máscaras sociais, que é o que é.
Gosto de gente sem frescuras, sem falsos pudores, sem hipocrisia, sem milindres.
Gosto de gente segura de si... que confie no "seu taco" e até não tenha modéstia nenhuma ainda que 'falsamente' justificável.
Gosto de gente de personalidade forte, que tem coragem para enfrentar o mundo, mas que sabe reconhecer seus erros e 'dar o braço a torcer'.
Afinal, humildade é a chave que abre todas as portas.
Gosto de gente simples, que não deixa o poder 'subir à cabeça', gente que sabe respeitar seus iguais e principalmente seus subordinados.
Gosto de gente líder, não de gente chefe.
Gosto de gente que está perto, que faz de tudo para 'romper as barreiras geográficas da vida' e ter tempo para quem diz amar.
Gosto de gente que seja muito, que ame muito, porque não me contento com pouco... (sou gulosa).
Gosto de gente realmente companheira, parceira, cúmplice... porque apenas os títulos não me satisfazem.
Gosto de gente que ama, que ri, que gargalhe, que chora, que é feliz da vida, mas que tem seus dias de mau humor, gente que vibra, que sofre, mas não se sente vítima da dor.
Enfim, gosto basicamente de gente como a gente, que apesar dos pesares acredita que viver vale muito a pena.

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VIVA A VIDA!
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7 de dezembro de 2010

O NOME É... AFETO!

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Afeto é o nome do laço que se faz quando a gente gosta de alguém
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Afeto...
que faz a pequena-grande diferença neste mundo com tantos desafetos
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Há muita gente na rua.
Tantos rostos... tantas histórias...
Cada uma delas – porém – um universo particular.
Naquele infinito que somente cada um pode desvendar – o chamado “eu” – a dimensão existencial de tudo que vivemos e recordamos.
Lembranças me povoam as constelações que cabem no meu próprio mundo.
Explosões se irrompem aqui dentro e, sem nem perceber, rios caudalosos nascem sulcando os poros do rosto até formarem uma foz corrente abaixo.
São chuvas e não apenas água...
Chuva de lágrimas... uma e outra lembrança – talvez o conjunto delas – passando como filme aqui dentro da memória que me trai continuamente.
Imagens dos nossos encontros em meio a tanto desencontro... das nossas conversas, dos nossos olhares, dos toques mais suaves ao mais ousado... nossas idas e vindas, vontades expressas e escondidas... por receios bobo de que pudesse vir a sofrer.
Quem não sofre de amor e por amor, não é digno de amar e muito menos ser amada. Faz parte... está intrinsico...
Queria ter-lhe contado tantas coisas de mim... vitórias alcançadas... sonhos compartilhados... projetos realizados... 
Mas, você se foi!
Por outro lado, se o “crómos” – o nosso tempo multifacetado – em horas, minutos, segundos, centésimos e por aí vai – não convergiu para as oportunidades que delas sinto falta neste instante, sei que o “kayrós” a dimensão pra lá de quânticas, talvez pelas conseqüências de eternidade que somente a Graça possa se auto-explicar - guarde um quê de mistério com ares de certeza, fruto da fé.
A esperança é, que, um dia nos veremos pra continuar o que aqui as limitações das coisas, não permitiram.
O pensamento engravida a lembrança em dores de parto como as da saudade.
Sou uma gestante em potencial, assim como cada um que produz as mesmas emoções... (homem e mulher).
Gestantes.
Grávidos de lembranças.
As dores de parto mais uma vez se aproximam.

É hora de me aquietar por uns instantes e deixar fluir os fluxos caudalosos que me formam cascatas lindas de afeto, espontaneidade, carinho, ternura, amor e saudade de você...
Inspiro-me para ressuscitar todas as lembranças como sementes de afeto... as que mais gosto de semear.

Sei que há brotos nascendo aqui no meu peito... um processo natural quando se rega tais sementinhas.
É por isso mesmo que este “fim” não termina aqui...
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4 de dezembro de 2010

SE QUE VOLVERAS


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Irressistivelmente... lindo!
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Eu via flores em você... vejo (hoje) você em flores
Em cada pétala despetalada, descolorida, murcha... sinto ainda seu perfume daquele instante...
Olfato puro numa percepção quase que transcendental...
Uníssono ... rítmica... tornei-me 'uno'... contigo.
Entre escalas... colchetes... pausas... contrapontos... paráfrases... conclaves melódicos... a perfeita sintonia.
Conjunto de uma sinfonia de amor baritonado e o agudo suave e acasalador...
Entre o jardim - a flor...
Entre a música - o amor...
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Visão, olfato, e, tato (paladar aguçado)... sentidos básicos para ratificar que...

"Um amor assim me dá esperança... um amor assim me dá confiança..."



Gracias... por existir!
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2 de dezembro de 2010

VICTOR HUGO



Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que você tenha amigos que, mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos em um deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste... não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com a máxima urgëncia, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal, porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja,
e acompenhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar m se lamentar, sofrer e sem se culpar.
Desejo por fim que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que, sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho mais a te desejar.

 


27 de novembro de 2010

FELICIDADE E ALEGRIA



CONTARDO CALLIGARIS



QUANDO EU era criança ou adolescente, pensava que a felicidade só chegaria quando eu fosse adulto, ou seja, autônomo, respeitado e reconhecido pelos outros como dono exclusivo do meu nariz.
Contrariando essa minha previsão, alguns adultos me diziam que eu precisava aproveitar bastante minha infância ou adolescência para ser feliz, pois, uma vez chegado à idade adulta, eu constataria que a vida era feita de obrigações, renúncias, decepções e duro labor.


Por sorte,
1) meus pais nunca disseram nada disso; eles deixaram a tarefa de articular essas inanidades a amigos, parentes ou pedagogos desavisados; 2) graças a esse silêncio dos meus pais, pude decretar o seguinte: os adultos que afirmavam que a infância era o único tempo feliz da vida deviam ser, fundamentalmente, hipócritas; 3) com isso, evitei uma depressão profunda pois, uma vez que a infância e a adolescência, que eu estava vivendo, não eram paraíso algum (nunca são), qual esperança me sobraria se eu acreditasse que a vida adulta seria fundamentalmente uma decepção?


Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda: 1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta;
2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Em suma, a felicidade é uma quimera que seria sempre própria de uma outra época da vida -que ainda não chegou ou que já passou.
No filme de Arnaldo Jabor, "A Suprema Felicidade", que está em cartaz atualmente, o avô (extraordinário Marco Nanini) confia ao neto que a felicidade não existe e acrescenta que, na vida, é possível, no máximo, ser alegre.
Claro, concordo com o avô do filme.
E há mais: para aproveitar a vida, o que importa é a alegria, muito mais do que a felicidade.
Então, o que é a alegria?
Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão.
Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga.
É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar.
Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.
Essa alegria, de longe preferível à felicidade, é reconhecível sobretudo no exercício da memória, quando olhamos para trás e narramos nossa vida para quem quiser ouvir ou para nós mesmos.
Alguém perguntará: é reconhecível como?
Pois é, para quem consegue ser alegre, a lembrança do passado sempre tem um encanto que justifica a vida. Tento explicar melhor.
Para que nossa vida se justifique, não é preciso narrar o passado de forma que ele dê sentido à existência.
Não é preciso que cada evento da vida prepare o seguinte. Tampouco é preciso que o desfecho final seja sublime (descobri a penicilina, solucionei o problema do Oriente Médio, mereci o Paraíso).
Para justificar a vida, bastam as experiências (agradáveis ou não) que a vida nos proporciona, à condição que a gente se autorize a vivê-las plenamente.
Ora, nossa alegria encanta o mundo, justamente, porque ela enxerga e nos permite sentir o que há de extraordinário na vida de cada dia, como ela é.
É óbvio que não consegui explicar o que são a alegria e o encanto da vida. Talvez eles possam apenas ser mostrados: procure-os em "Amarcord" (1973), de Federico Fellini, em "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" (2003), de Tim Burton ou no filme de Jabor. "A Suprema Felicidade" me comoveu por isto, por ter a sabedoria terna de quem vive com alegria e, portanto, no encantamento.
Segundo Max Weber (1864-1920), a racionalidade do mundo industrial teria acabado com o encanto do mundo.
Ótimo, mas, para reencantar o mundo, não precisamos de intervenções sobrenaturais.
Para reencantar o mundo, é suficiente descobrir que o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo.




ccalligari@uol.com.br



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A mim enviado e agora publicado...

Pense. Analise e Reflita até você entender que há uma diferença enorme em estar "feliz" do ser "alegre"...

"... o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo"... verdade e por isso mesmo, lindo!!!
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21 de novembro de 2010

SALVE DIA 21 DE NOVEMBRO!

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Para uma gata desta... só colocando uma outra gata parecida com você, minha lindinha Simone...
Com seu jeitinho sincero e franco faz de alguém como você uma pessoinha muito especial...
Lhe quero um bem enorme... já!
Que Deus muito a abençoe e lhe dê sabedoria do Alto pra discernir entre:

O Céu e a Terra / Alegria e Felicidade / Amor e Amizade!
E nada disso é virtual, viu?
É REAL!!!
(rss)
Beijo em sua alma perfumada... ao lado do paizão que lhe ama tanto, tanto, tanto... que me emociona quando ele se refere a esta filhota dele...
(você sabe disso).



17 de novembro de 2010

DESCOBRI-ENTENDENDO!



Entendi...
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Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens...
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...
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Entendi que para cantar, não precisa ser afinada...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...
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Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...
***
Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...
***
Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...
***
Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...
***
Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluca, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...
***
Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoada também...
Que para ser eu mesma, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser uma outra 'eu mesma'...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...
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Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...
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16 de novembro de 2010

HÁ DE SE TER CORAGEM PARA AMAR



A quem ousar amar...


Amor...
Alguns poetas/poetisas dizem ser bicho traiçoeiro, causador das mais complexas, estranhas, doloridas e avassaladoras emoções.
Certamente os historiadores dirão que por causa dele, reinos foram invadidos, princesas foram seqüestradas, famílias de nobres e plebeus se misturaram ou foram divididas.
Outros tantos, quem sabe mais desiludidos ou decepcionados, já alegam não existir o amor e usam a desculpa científica de classificá-lo apenas como um conjunto de combinações químicas e hormonais que evoluem a fim de garantir a preservação da espécie humana e tentam se livrar desta euforia de amar a todo custo.
Seja como for, aos teimosos e corajosos que ousarem enfrentá-lo, e também a quem ainda tem medo ou dúvidas, tenho algumas considerações a fazer...
Já fui (alvo) -vítima - tanto de amar demais, como de amar de menos.
Já fui apanhada de surpresa com medo de não ser amada e também de não estar amando.
Já me frustrei, já chorei, já me arrependi...
Já me precipitei e travei tantas vezes que nem sei contar.
Já falei antes de pensar e já pensei sem falar...
Entretanto já me alegrei e vi estrelinhas, corações e o rosto da pessoa amada nas nuvens muitas outras vezes ao som de suspiros e canto de passarinhos imaginários.
Quem ousa amar tem de fazê-lo de peito aberto, sem reservas, assumindo o risco sim!
Não ame querendo amor em troca!
Apenas ame e se dedique no fazê-lo!
Amor não é moeda ou investimento, não espere ser amado(a) apenas porque você também ama.
Vá amando, se entregando, se abrindo por completo.
Quem ama por querer amor em troca, invariavelmente, acaba se frustrando muito, porque confunde amor com carência afetiva, o que definitivamente não é nada bom.
Geralmente estas pessoas só conseguem perceber amor com atitudes e devoções iguais as suas próprias e não conseguem sentir o amor dito ou oferecido de uma forma diferente da sua.
Há quem diga que não devemos nos apaixonar... que não se deve dizer “eu te amo!”... não se deve amar com o coração assim tão aberto... que deve se manter uma certa razão e distância segura para não correr o risco da vulnerabilidade, da exposição a um amor não correspondido ou ofendido.
Eu discordo peremptóriamente!
Tal discurso só revela a infantilidade de não conseguir suportar um “não” ou o medo da dor, como aqueles adultos patéticos que ainda hoje têm medo de injeção.
Amor só é amor mesmo, quando vivido pleno, apaixonada, verdadeira, confiante e libertadoramente... com aquela sensação inconfundível de eternidade de bem e do melhor.
Ele não precisa vir todo de uma só vez, mas pode ser cultivado, tratado, afagado, regado como uma plantinha.
Pode começar de um sorriso, de um olhar diferente, de um gesto que chamou atenção, de presenças, de atenção recebida, de ECO ecoado, de gentilezas, de um carinho, de uma insistência em conhecer, de identificações, de um abraço e ir crescendo lentamente até virar encanto, admiração, poesia, beijo, saudade e aquela vontade irresistível de passar horas e horas com a pessoa amada mesmo que ela tenha outros motivos para viver ou coisas a fazer além de estar com você.
Ame, ame muito!
Mas, ame com foco!
A única responsabilidade que se deve ter ao amar com tanta intensidade é o compromisso com a verdade, a lealdade e a fidelidade.
Procure identificar a diferença entre o amor companheiro e a simples aflição de tesão passageiro.
Esta é a única hora em que o coração deve obrigatoriamente dar lugar à razão.
Quem ama, certamente se entorpece de desejos, sonhos e pensamentos ofegantes.
Não é indevido e muito menos pecado, pelo contrário, faz bem, é saudável querer se entregar ao amor, mas ele se plenifica e ganha raízes profundas seguras na alma e se completa somente à medida que damos prioridade e exclusividade a quem se ama.



Aqueles que vivem de química, tesão, pele, e, não de amor... indubitavelmente... tornar-se-ão pessoas amargas e enrijecidas, carcomidas de bichos por dentro e frígidas de alma no futuro.
Poderão contabilizar até um grande número de conquistas, coitos, e admiração sexual, mas doloridas e machucadas por dentro da falta de amor genuíno, doado e compartilhado até as últimas conseqüências.
É muito fácil cometer este equívoco, a confusão pode começar de modo muito sutil, mas a fidelidade não é a falta de atração/tentação sexual por outra pessoa além daquela a quem amamos, mas sim a escolha madura, racional e objetiva de amar escolhendo até mesmo orientar nossos desejos mais íntimos em direção a quem amamos.
Não espere também que os amores do passado se repitam ou sejam encontrados e buscados nas novas relações, não permita fantasmas!
Viva um amor de cada vez!
Não tenha medo ou reservas em se dedicar com exclusividade.
Por outro lado, confie sempre!
O coração prega muitas peças em quem tem medo de amar.
Um gesto de amor do(a) companheiro(a) pode facilmente ser confundido com desamor ou desafeto.
Antes de julgar, aprenda a depositar confiança mesmo que as aparências digam o contrário.
O amor tende a se enfraquecer muito quando há desconfianças, sejam elas fundadas ou infundadas.
Aos que já encontraram um grande amor, digo que é muito fácil perder a admiração e o ar de fantasia com o tempo...
Aquele vulcão da conquista e das descobertas amorosas pode dar lugar a um lago tranqüilo e às vezes até monótono.
Mas o amor é o caminho entre o vulcão e o lago mesmo, tanto faz em que direção você queira ir... o importante é não parar de andar de mãos dadas.
O príncipe às vezes pode virar um sapo e a cinderela voltar pra casa com uma abóbora ao invés da carruagem, mas vai depender do trabalho árduo e dedicado dos dois outrora intensos amantes a conquista e a reconquista diária da fantasia inicial, do vulcão e dos momentos de perder o fôlego.
Há coisas muito interessantes tanto no vulcão como no lago, o gostoso não é estar lá ou aqui, o bom e prazeroso é o esforço correspondido para continuar a caminhar juntos.
Em outras palavras, não se permita perder a capacidade de se surpreender com a pessoa amada mesmo nas coisas mais corriqueiras e normais!
Encontrar alguém que queira andar de mãos dadas com a gente e queira espontaneamente dar este mesmo amor sem medidas é um presente de Deus a ser valorizado e agradecido todos os dias.
Aos que ainda não encontraram... alguns conselhos:
*Ame primeiro a você, cuide-se, enfeite-se, curta-se, valorize-se, encontre o prazer da auto-suficiência de não precisar de nada além de você mesma para se sentir uma pessoa amável , aprenda a não ter medo de se amar e investir em projetos pessoais.
*Em segundo lugar, seja menos exigente com você e principalmente com quem se propõe a amá-lo(a), não existe amante perfeito, nem mesmo você conseguiria sê-lo.
Não digo que você deva se conformar cegamente com o que conseguiu [ou não] até aqui, como se você não fosse capaz de encontrar algo melhor, mas não inicie sua procura buscando alguém ou um amor à sua altura, pode ser decepcionante.
Para falar a verdade, nem procure!
Nunca encontrei porque nunca procurei, mas, já fui encontrada em algumas vezes especiais que se tornaram essenciais a mim...
Deixe o amor surgir naturalmente!
Por fim, não fique medindo ou comparando sensações, não avalie a importância de alguém na sua vida pela sensação que ela lhe causa, mas pelo bem que ela pode provocar.
Enfatizando...
Apenas se abra sem medo ao amor.
O resultado da descoberta só vem com o tempo.
Sim... É um risco!

Pense nisso!
***



3 de novembro de 2010

PERTO ESTÁ O SENHOR!


Durante o curso de nossas vidas, passamos por situações em que nos sentimos desamparados, esquecidos e solitários.

Momentos em que olhamos para todos os lados e não encontramos quem possa entender nossos anseios, compreender o que se passa em nosso coração, em nossa alma.
Se você está vivendo um momento como este, lembre-se da promessa do Senhor Jesus:
“Eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28:20).
Você não está só.
Sua vida é preciosa para Deus e Ele está atento a cada instante da tua existência, te olhando com olhar de amor.
Não perca a esperança!
Não perca tempo!
Agora mesmo, aí onde você está, derrame sua alma em oração e sinta a presença e o amor desse Amigo “mais chegado do que um irmão” (Pv 18:24).
Desfrute da doce e suave presença de Jesus.
Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido (Sl 34:18).
Entregue o teu caminho ao Senhor, o mais Ele fará. (sl 37:5).




31 de outubro de 2010

UM PENSAMENTO...


Alguém indagou-me:
Como faço para não me aborrecer com as pessoas?
Algumas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas e sofro com as que caluniam.


Estava molhando minhas plantinhas... as poucas que ainda resistem a apartamento...
Ocorreu-me então tal pensamento...

Viva como as flores – (disse-lhe)

Repare nestas flores – apontando os lírios que cresciam no (meu) jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.
Extraem do adubo mal-cheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

É natural que você se angustie com as próprias culpas, mas não é sábio não se perdoar em cada uma delas depois de ter tido o perdão do Pai, como não é sábio, permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles, e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimentos.
Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.
* * *
A escolha é sua...
Pense nisso!