17 de julho de 2011

RAZÁO X EMOÇÁO

Razão com emoção ou emoção com razão?
Neste final de semana, entre um argumento e alguns fatos, minha atenção foi presa quando uma pessoa (em tom de brincadeira) comentou que era `punk` trabalhar com os seus companheiros: um extremamente racional e o outro extremamente emotivo.
Resolvi racionalizar emotivamente (rss)
Senáo, vejamos...


Se a gente começar a pensar na razão e na emoção, vai perceber que uma é totalmente o oposto da outra, porém, para termos um equilíbrio em nossa vida, a gente precisa que ambas caminhem juntas.
Posso estar enganada, mas acredito que seja impossível uma pessoa ser metade emoção e metade razão.
Sempre acaba pendendo para um lado: ou é mais "cérebro" ou é mais "coração".
Da mesma maneira que não creio na existência de alguém 100% emocional ou 100% racional. Imagina só como o mundo seria surtado se nele tivessem pessoas 100% racionais e 100% emotivas (é difícil até de imaginar isso hein? Pessoas extremamente frias, calculistas e previsíveis assim como dramáticos, depressivos e chorões dominariam o mundo! Aff...)
Nós, humanos, somos diferentes dos animais por vários motivos: somos seres pensantes (se bem que as vezes agimos como amebas ambulantes), temos consciência, sabemos discernir o bem do mal, o certo do errado (pelo menos na teoria) e também agora percebo outra característica: a nossa capacidade de constante “conflito mental” entre a razão e a emoção em várias situações que nos encontramos, e, para cada uma dessas situações, avaliamos o que deverá prevalecer : se a razão ou se a emoção.

Quer ver só:

Você leva uma fechada no trânsito de um outro carro, mentalmente a sua razão conflitará com a sua emoção.
Se fosse para agir emocionalmente ao extremo, você devolveria a fechada ou tentava um homícidio (dá vontade de matar mesmo tais pessoas).
Porém, nessa ocasião, sabemos que temos que agir com a razão, pois se matarmos o infeliz irá nos complicar lá na frente: iríamos para a cadeia, perderíamos nosso emprego e muitos amigos, faríamos nossos familiares sofrerem, fora o arrependimento que sentiríamos.
Então, como a grande maioria é “equilibrada”, quase que no automático optamos pela melhor escolha nesse momento: a razão.

Agora, você está apaixonadérrimo por alguém.

A razão vai ficar perturbando: "você não conhece a pessoa direito, pode se arrepender mais na frente, sofrer, se decepcionar, para que arriscar e possivelmente quebrar a cara? A possibilidade disso acontecer é grande!"

A emoção vai dizer: “se joga, melhor se arrepender pelo que fez do que pelo que não fez, nada como se apaixonar, amar... é tão bom....”.
Na grande maioria desse casos, a favorita como escolha é a emoção (senão, jamais teríamos romances, namoros, casamentos, laços sentimentais fortes por nossa família, amigos...)
Não existe razão sem emoção e nem emoção sem razão.
Precisamos desse "conflito" constantemente, pois a vida é feita de escolhas e para cada escolha é necessário " fazer duelar" a razão com a emoção.


Finalizo com uma frase de Fernando Pessoa e desejo a todos uma excelente semana:
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar."

Pense nisso!



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