27 de dezembro de 2010

CREIA: VOCÊ É ABENÇOADO!


Talvez não lhe pareça razoável admitir isso.
Ou você provavelmente nem sequer sente essa realidade.
Contudo, acredite: esta é a pura verdade.
Se você quer saber quão abençoado é, pense numa situação em seu passado, quando você julgava estar correto na sua ação.
No entando hoje você pode admitir com toda a liberdade que estava totalmente errado.
Naquela ocasião você não percebeu que se encontrava num processo de crescimento.
Sendo assim, não havia como perceber que alguma coisa maior e melhor estava do outro lado de algo difícil, doloroso, feio e desconfortável.
Agora olhe para onde você está e lembre-se de onde você estava.
Quer você goste ou não, a sua situação presente é também temporária. Portanto, faça o melhor que pode fazer.
Dê o que você pode dar, e não se esqueça de que você ainda está crescendo; ainda está aprendendo.
Na realidade você está ganhando alguns graus de sabedoria.
É claro que o processo é doloroso, trazendo consigo temores e tristezas. Lembre-se, contudo, de que em breve você poderá olhar para trás e ver o quanto você tem sido abençoado.




21 de dezembro de 2010

SER SENSIVEL À SENSIBILIDADE

***
Entre todos os presentes que ganhamos ao nascer, a capacidade de perceber a beleza do mundo é o mais precioso.
Com os olhos, apreciamos cenas e vistas maravilhosas.
Com os ouvidos, escutamos canções e melodias tocantes.
Com o toque e o paladar, descobrimos e saboreamos delícias infinitas.
Os sentidos são dotados de um poder oculto e eficaz, com capacidade de fazer-nos acordar da letargia do ‘hábito’ diário que comumente nos ocorre.

A varinha de condão que espalha o pó mágico sobre tudo que as pessoas ouvem, tocam e vêem se chama: atenção.

A coisa mais maravilhosa da atenção é sua fluidez.
Como a água, ela flui sem esforço a partir da fonte original, em algum ponto da mente.
Mesmo que, na maior parte do tempo, a atenção apenas toque com suavidade a superfície das coisas, dando-lhes um tom agradável, ela pode também penetrar nos mais recônditos cantinhos, destacando detalhes mínimos sob sua poderosa lente de aumento.A atenção permite que se perceba a beleza de um terreno baldio, de uma ponte, de um estacionamento, até de uma parede nua, de um campo verde e o cerrado queimado contrastando suas peculiaridades de cada um, ao lado da estrada por qual viajamos.Também é capaz de revelar a você o que ninguém mais vê: o som das folhas voando na brisa, a determinação da velhinha que atravessa um cruzamento movimentado, as cores dos guarda-chuvas coloridos dançando sobre a multidão.
Enquanto que, a pessoa quando fica absorta em si mesma (e se transforma em refém de seu diálogo interior), a realidade do dia-a-dia torna-se banal.
Sem dar atenção às coisas, tudo se torna uma mancha, um nada –
um “e daí...?"
A caminho do encontro com o amado, você ensaia mentalmente o que vai dizer.
Num restaurante de luxo, lê o longo cardápio.
Ao chegar em casa, verifica as mensagens na secretária eletrônica.
Absorta em seus pensamentos, não observa o que acontece em sua volta.
E por que deveria?
Em seu modo de ver, não está acontecendo nada.
Mas... espere!
Tem certeza de que nada acontece?
Ou será que o que você considera nada não é o prelúdio de alguma coisa muito importante?


- O silêncio da igreja antes da noiva dizer o “sim”;
- o suspense antes de a cortina subir;
- a pausa antes do primeiro aplauso;
- o momento de respirar fundo antes de assinar um contrato de aluguel;
- o toque em seu ombro antes de se virar;
- o suspiro do bebê ao adormecer;
- o silêncio que precede as primeiras notas da sinfonia.

Antes da orquestra começar a tocar, o regente ergue a batuta para criar o que, em linguagem musical, se chama anacruse – uma nota fraca que precede uma forte.
Da mesma forma, cada momento pode ser interpretado como uma nota sutil, um breve intervalo entre o que era e o que está por vir.
Para descobrir as maravilhas da vida, você só tem de se imaginar erguendo a batuta do regente.
Com esse gesto mental, estará prestando atenção ao mundo. Instantaneamente, tudo entra em foco: o livro sobre a mesa, a panela no fogão, as flores no vaso, o quadro na parede...
É um momento em que despertada da letargia habitual, você se depara com belezas vistas e ainda não enxergadas e isto lhe traz uma profunda satisfação em perceber que há algo mais do que um simples 'olhar'... é quando sentimos a sensibilidade à flor da pele, na visão, no paladar, no olfato, no tato, na audição.
Cinco sentidos que até então não era apercebido como deveriam ser.
É uma das melhores descobertas!
Ouçamos!
Vejamos!
Toquemos!
Sintamos!
Cheiremos... de verdade!
***



16 de dezembro de 2010

O CORPO FEMININO


Não importa o quanto pesa.
É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher.
Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim.
Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem.
Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas... essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem.
Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura.
A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem.
Usem!
Para andar de cara lavada, basta a nossa.
Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... por que razão as cobrem com calças longas?
Para que as confundam conosco?
Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto.
Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.
Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.


Entendam de uma vez!
Tratem de agradar a nós e não a vocês, porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.
Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes.
Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado.
O corpo muda... cresce.
Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.
Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas.
Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro), não antes;
*quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade
(sem sabotagem e sem sofrer);
*quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade;
*quando tem que comprar algo que goste, compra;
*quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza.
São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram!
O corpo da mulher é a prova de que Deus existe.
É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.


Cuidem-no!
Cuidem-se!
Amem-se!
A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho



Obrigada Paulo, pela abordagem de forma tão direta e envolvente sobre o corpo feminino, deixando evidente o que muitas de nós não atinamos ao real, ou seja, "a forma como o homem vê o corpo feminino"... e, de maneira especial: o gostar saboreado da mulher madura.
Em sendo mulher de mais de 40 anos, sinto-me tocada e homenageada lindamente por alguém com caracteristicas de homem-macho, em sendo sábio, sensivel, experiente e maduro (também).
Sem abordar a essência - que me é importante...
Obrigada, por ser destes raros, mas, existentes... homem!

MBB
***

15 de dezembro de 2010

FIM DE ANO



A cada fim de ano, novos anseios e novas expectativas…
Planejar e sonhar fazem parte da busca de algo melhor.
Mas agir e tomar a decisão no momento certo é na verdade o grande diferencial de sucesso.

Se os acontecimentos durante este ano em sua vida não foram exatamente como você esperou, isso não significa que as coisas vão permanecer assim…
A vida é marcada por escolhas e tomadas de decisão…
Se você chegou até aqui, você pode ir bem mais longe, se ousar mais, se acreditar mais, primeiro no Deus que pode tudo fazer, e depois em você mesma, pois enquanto houver vida, há oportunidade de mudança.

Então não deixe de sonhar, mas acima de tudo ponha em prática o desejo de mudança, pois sonhar é muito importante para vida, mas realizar é bem mais gratificante e interessante!
Vá fazendo as coisas passo a passo, comece descartando as superstições, os medos, e as vozes negativas que intentam lhe fazer parar…
Então siga mais um passo adiante…
Lembre-se que as dificuldades são oportunidades de aprendizado, superação e uma vida também de vitórias.!

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Filipenses 4:13



9 de dezembro de 2010

EU GOSTO...

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Antes de mais nada gosto de gente que vibra, que não é necessário empurrar, que não se tem que dizer que faça as coisas e que sabe o que tem que ser feito e o faz em menos tempo que o esperado.

Gosto de gente com capacidade de medir as consequencias de suas ações.
Gente que não deixa as soluções para a sorte decidir.
Gosto de gente exigente com seu pessoal e consigo mesma, mas que não perde de vista que somos humanos e que podemo-nos equivocar.
Gosto de gente que pensa que o trabalho em equipe entre amigos produz as vezes mais que os caóticos esforços individuais.
Gosto de gente que sabe da importância da alegria.
Gosto de gente sincera e franca, capaz de opor-se com argumentos serenos e racionais às decisões de seus superiores.
Gosto de gente de critério, que não sente vergonha de reconhecer que não conhece algo ou que se enganou.
Gosto de gente que ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
Gosto de gente capaz de criticar-me construtivamente e sem rodeios:
a essas pessoas as chamo de meus amigos.
Gosto de gente fiel, persistente e que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideais.
Gosto de gente que trabalha para lograr bons resultados.
Com gente como essa, me comprometo a tudo, já que por ter esta gente ao meu lado me dou por satisfeito.

Mário Benedetti
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Faço minhas as palavras do Mário, sem tirar nem pôr.
E acrescento…
Gosto de gente resolvida... que sabe o que quer, como quer e onde quer.
Gosto de gente que é honesta de verdade, e não apenas porque está sob olhos alheios.
O que não se confunde com 'santidade'... afinal, não confio em quem 'aparenta' ser certinho demais o tempo todo.
Gosto de gente confiável, com quem eu possa contar e que guarde meus segredos só para si, como faço com quem me é confidente também.
Gosto de gente bonita, porque, me desculpem os feios, beleza é fundamental... não a beleza puramente estética, mas aquela que irradia de dentro para fora, que faz o sorriso brilhar e o olhar reconfortar quem está perto.
Gosto de gente de verdade, transparente, que não se esconde atrás de máscaras sociais, que é o que é.
Gosto de gente sem frescuras, sem falsos pudores, sem hipocrisia, sem milindres.
Gosto de gente segura de si... que confie no "seu taco" e até não tenha modéstia nenhuma ainda que 'falsamente' justificável.
Gosto de gente de personalidade forte, que tem coragem para enfrentar o mundo, mas que sabe reconhecer seus erros e 'dar o braço a torcer'.
Afinal, humildade é a chave que abre todas as portas.
Gosto de gente simples, que não deixa o poder 'subir à cabeça', gente que sabe respeitar seus iguais e principalmente seus subordinados.
Gosto de gente líder, não de gente chefe.
Gosto de gente que está perto, que faz de tudo para 'romper as barreiras geográficas da vida' e ter tempo para quem diz amar.
Gosto de gente que seja muito, que ame muito, porque não me contento com pouco... (sou gulosa).
Gosto de gente realmente companheira, parceira, cúmplice... porque apenas os títulos não me satisfazem.
Gosto de gente que ama, que ri, que gargalhe, que chora, que é feliz da vida, mas que tem seus dias de mau humor, gente que vibra, que sofre, mas não se sente vítima da dor.
Enfim, gosto basicamente de gente como a gente, que apesar dos pesares acredita que viver vale muito a pena.

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VIVA A VIDA!
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7 de dezembro de 2010

O NOME É... AFETO!

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Afeto é o nome do laço que se faz quando a gente gosta de alguém
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Afeto...
que faz a pequena-grande diferença neste mundo com tantos desafetos
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Há muita gente na rua.
Tantos rostos... tantas histórias...
Cada uma delas – porém – um universo particular.
Naquele infinito que somente cada um pode desvendar – o chamado “eu” – a dimensão existencial de tudo que vivemos e recordamos.
Lembranças me povoam as constelações que cabem no meu próprio mundo.
Explosões se irrompem aqui dentro e, sem nem perceber, rios caudalosos nascem sulcando os poros do rosto até formarem uma foz corrente abaixo.
São chuvas e não apenas água...
Chuva de lágrimas... uma e outra lembrança – talvez o conjunto delas – passando como filme aqui dentro da memória que me trai continuamente.
Imagens dos nossos encontros em meio a tanto desencontro... das nossas conversas, dos nossos olhares, dos toques mais suaves ao mais ousado... nossas idas e vindas, vontades expressas e escondidas... por receios bobo de que pudesse vir a sofrer.
Quem não sofre de amor e por amor, não é digno de amar e muito menos ser amada. Faz parte... está intrinsico...
Queria ter-lhe contado tantas coisas de mim... vitórias alcançadas... sonhos compartilhados... projetos realizados... 
Mas, você se foi!
Por outro lado, se o “crómos” – o nosso tempo multifacetado – em horas, minutos, segundos, centésimos e por aí vai – não convergiu para as oportunidades que delas sinto falta neste instante, sei que o “kayrós” a dimensão pra lá de quânticas, talvez pelas conseqüências de eternidade que somente a Graça possa se auto-explicar - guarde um quê de mistério com ares de certeza, fruto da fé.
A esperança é, que, um dia nos veremos pra continuar o que aqui as limitações das coisas, não permitiram.
O pensamento engravida a lembrança em dores de parto como as da saudade.
Sou uma gestante em potencial, assim como cada um que produz as mesmas emoções... (homem e mulher).
Gestantes.
Grávidos de lembranças.
As dores de parto mais uma vez se aproximam.

É hora de me aquietar por uns instantes e deixar fluir os fluxos caudalosos que me formam cascatas lindas de afeto, espontaneidade, carinho, ternura, amor e saudade de você...
Inspiro-me para ressuscitar todas as lembranças como sementes de afeto... as que mais gosto de semear.

Sei que há brotos nascendo aqui no meu peito... um processo natural quando se rega tais sementinhas.
É por isso mesmo que este “fim” não termina aqui...
***
***

4 de dezembro de 2010

SE QUE VOLVERAS


...

Irressistivelmente... lindo!
***


Eu via flores em você... vejo (hoje) você em flores
Em cada pétala despetalada, descolorida, murcha... sinto ainda seu perfume daquele instante...
Olfato puro numa percepção quase que transcendental...
Uníssono ... rítmica... tornei-me 'uno'... contigo.
Entre escalas... colchetes... pausas... contrapontos... paráfrases... conclaves melódicos... a perfeita sintonia.
Conjunto de uma sinfonia de amor baritonado e o agudo suave e acasalador...
Entre o jardim - a flor...
Entre a música - o amor...
***
Visão, olfato, e, tato (paladar aguçado)... sentidos básicos para ratificar que...

"Um amor assim me dá esperança... um amor assim me dá confiança..."



Gracias... por existir!
***

2 de dezembro de 2010

VICTOR HUGO



Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que você tenha amigos que, mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos em um deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste... não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com a máxima urgëncia, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal, porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja,
e acompenhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar m se lamentar, sofrer e sem se culpar.
Desejo por fim que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que, sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho mais a te desejar.

 


27 de novembro de 2010

FELICIDADE E ALEGRIA



CONTARDO CALLIGARIS



QUANDO EU era criança ou adolescente, pensava que a felicidade só chegaria quando eu fosse adulto, ou seja, autônomo, respeitado e reconhecido pelos outros como dono exclusivo do meu nariz.
Contrariando essa minha previsão, alguns adultos me diziam que eu precisava aproveitar bastante minha infância ou adolescência para ser feliz, pois, uma vez chegado à idade adulta, eu constataria que a vida era feita de obrigações, renúncias, decepções e duro labor.


Por sorte,
1) meus pais nunca disseram nada disso; eles deixaram a tarefa de articular essas inanidades a amigos, parentes ou pedagogos desavisados; 2) graças a esse silêncio dos meus pais, pude decretar o seguinte: os adultos que afirmavam que a infância era o único tempo feliz da vida deviam ser, fundamentalmente, hipócritas; 3) com isso, evitei uma depressão profunda pois, uma vez que a infância e a adolescência, que eu estava vivendo, não eram paraíso algum (nunca são), qual esperança me sobraria se eu acreditasse que a vida adulta seria fundamentalmente uma decepção?


Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda: 1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta;
2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Em suma, a felicidade é uma quimera que seria sempre própria de uma outra época da vida -que ainda não chegou ou que já passou.
No filme de Arnaldo Jabor, "A Suprema Felicidade", que está em cartaz atualmente, o avô (extraordinário Marco Nanini) confia ao neto que a felicidade não existe e acrescenta que, na vida, é possível, no máximo, ser alegre.
Claro, concordo com o avô do filme.
E há mais: para aproveitar a vida, o que importa é a alegria, muito mais do que a felicidade.
Então, o que é a alegria?
Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão.
Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga.
É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar.
Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.
Essa alegria, de longe preferível à felicidade, é reconhecível sobretudo no exercício da memória, quando olhamos para trás e narramos nossa vida para quem quiser ouvir ou para nós mesmos.
Alguém perguntará: é reconhecível como?
Pois é, para quem consegue ser alegre, a lembrança do passado sempre tem um encanto que justifica a vida. Tento explicar melhor.
Para que nossa vida se justifique, não é preciso narrar o passado de forma que ele dê sentido à existência.
Não é preciso que cada evento da vida prepare o seguinte. Tampouco é preciso que o desfecho final seja sublime (descobri a penicilina, solucionei o problema do Oriente Médio, mereci o Paraíso).
Para justificar a vida, bastam as experiências (agradáveis ou não) que a vida nos proporciona, à condição que a gente se autorize a vivê-las plenamente.
Ora, nossa alegria encanta o mundo, justamente, porque ela enxerga e nos permite sentir o que há de extraordinário na vida de cada dia, como ela é.
É óbvio que não consegui explicar o que são a alegria e o encanto da vida. Talvez eles possam apenas ser mostrados: procure-os em "Amarcord" (1973), de Federico Fellini, em "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" (2003), de Tim Burton ou no filme de Jabor. "A Suprema Felicidade" me comoveu por isto, por ter a sabedoria terna de quem vive com alegria e, portanto, no encantamento.
Segundo Max Weber (1864-1920), a racionalidade do mundo industrial teria acabado com o encanto do mundo.
Ótimo, mas, para reencantar o mundo, não precisamos de intervenções sobrenaturais.
Para reencantar o mundo, é suficiente descobrir que o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo.




ccalligari@uol.com.br



***
A mim enviado e agora publicado...

Pense. Analise e Reflita até você entender que há uma diferença enorme em estar "feliz" do ser "alegre"...

"... o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo"... verdade e por isso mesmo, lindo!!!
***

21 de novembro de 2010

SALVE DIA 21 DE NOVEMBRO!

***
Para uma gata desta... só colocando uma outra gata parecida com você, minha lindinha Simone...
Com seu jeitinho sincero e franco faz de alguém como você uma pessoinha muito especial...
Lhe quero um bem enorme... já!
Que Deus muito a abençoe e lhe dê sabedoria do Alto pra discernir entre:

O Céu e a Terra / Alegria e Felicidade / Amor e Amizade!
E nada disso é virtual, viu?
É REAL!!!
(rss)
Beijo em sua alma perfumada... ao lado do paizão que lhe ama tanto, tanto, tanto... que me emociona quando ele se refere a esta filhota dele...
(você sabe disso).