1 de dezembro de 2012

PARA NOSSA VIVÊNCIA A DOIS


 
A natureza humana é complexa o suficiente para tornar mais difícil o conhecimento do outro, e sempre será muito leviano poder afirmar que conhecemos alguém a fundo.
Pode-se dizer que conhecemos determinada pessoa, até onde ela permite que a conheçamos, mas dificilmente alguém abre sua alma a ponto de “mostrar-se” por inteiro, dificultando um perfeito desvendar de seu interior.
Exatamente aí reside o problema.
Essa forma de ocultar-se, pode nos levar a ferir quem estiver conosco.
Ainda que o façamos involuntariamente, possibilita à mágoa que como consequência tornar-se-á uma “bola de neve” desencadeando desentendimentos que poderiam ser evitados, se houvesse diálogo com abertura de alma.
O que proporcionaria um conhecimento real, verdadeiro, sem máscaras ou camuflagem.

 

Por outro lado sabemos o quanto é linear o receio de mostrar-nos inteiramente, uma vez que, estamos igualmente sujeitos a receber tratamento que nem sempre é condizente ao que desejariamos.
Devemos entender que não é fácil encontrar alguém com o mesmo temperamento, que pense igualzinho, que seja o nosso clone interior.
Portanto, precisamos aparar as arestas, procurando amoldar-nos à personalidade de nossa parceria, aceitando-a, para que sejamos aceitos.
É importante frizar que esse entendimento não pode ser unilateral, ou seja, não é licito esperar que apenas uma parte ceda.

Tem de haver reciprocidade na coisa toda.
Pense nisso!

 
MBB


28 de novembro de 2012

VAMOS E VENHAMOS...




Vamos e venhamos...
Estou saturada de gente complicada, que no lugar de  entender o que está sendo dito, distorce tanto que nem desenhando consegue-se fazer compreender, que dificulta tudo e, ainda tem palavras de aconselhamento que deveria ser pra ele mesmo... no entanto, propaga aos outros, sem nem ter a ética de saber se quer ser ouvido. 
Eu gosto de quem facilita as coisas.
De quem aponta caminhos ao invés de propor emboscadas
De quem não se melindra com nada e é resolvido o suficiente pra tirar de letra tudo que de desagradável possa lhe ocorrer...
Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você decifre nada.
O que me faz feliz é de uma leveza ímpar, e, mesmo que o tempo leve, continua dentro de mim... levemente também.
Eu não quero ter de dizer tudo, depois de uma certa vivência a gente enxerga de olhos fechados e entende por sinal de fumaça.
Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas.
É uma forma de se tocar mais dentro, trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui.
Por mais que os obstáculos nos desafiem o que realmente permanece, costuma vir de quem não tem medo de ficar... e sim, continuar na tentativa de conhecer o outro...
Esta é a verdade!

MBB

24 de novembro de 2012

UMA EXPERIÊNCIA...




As pequenas alegrias é que substanciam a felicidade. 
Desde cedo aprendi que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas, ainda dava a ela o benefício da dúvida. 
Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas.
Um pôr-de-sol aqui...
Um toque ali...
Um abraço silencioso acolá - sem vontade de desabraçar...
Um beijo roubado tão desejado...
Um livro que a gente não consegue fechar...
um alguém que nos faz sonhar...
Um amigo que nos faz rir…
São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem... alegrias de pequeno e médio porte e até grandes  momentos.

Eu contabilizo tudo de bom que me aparece.
Se o abrir da minha janela faz-me ouvir o cantar de passarinhos, meu sorriso se instala e o coração se torna grato por aquele espetáculo - tão particular, tão meu... se por outro lado, pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de alegria e vivo cada segundo.’

Fui uma daquelas garotas que cresceu esperando a felicidade com letras maiúsculas e na primeira pessoa do plural: ‘Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos’. Tive isso? Sim! E, não foi uma única vez... afinal, casei-me muito cedo e cedo fiquei viuva.
Ha algum tempo, descobri que viajando com freqüência por causa de meu trabalho, que dá pra ser feliz no singular:‘Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura alegria. Olho a paisagem, canto e sinto um bem-estar indescritível’.
E, o que mais me alegra é que esta circunstancia ela é a escolhida, não é por necessidade, não é por carência, ou, solidão... é opção mesmo. Aprendi a amar minha companhia.
Sem contar que, com a maturidade, ficamos mais exigentes, criteriosos e seletivos.

Uma empresária-amiga me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa.
Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando:
‘Comigo mesma’, respondeu. ‘Adoro conversar com pessoas inteligentes’.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos.
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o hoje... o agora. Pois, é o que temos.
Faço aqui a ressalva, mulheres assim, como nós (a empresária e eu) não desprezamos a companhia de nossos namorados ou maridos, apenas, somos independentes deles emocionalmente.
E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas alegrias.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos.
Que digam!
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

Pense nisso... 
MBB

21 de novembro de 2012

UMA VEZ MAIS... EXPLICO.



Quando me propus a ter um blog, o fiz sabendo que, em algum momento, poderia haver gente que estranhasse os textos, que, váo desde área romantica, sensual, bem humorada ao espiritual.
Afinal, eu antes de ser mulher, sou ser humano, antes de ser profissional, sou mãe, antes de ser alguem apaixonada pela vida, sou mulher espiritual. Então, sou uma pessoa em várias áreas que me compõem.
Em sendo assim... escrevo do que está cheio o coração, enquanto, o coração se volta para alguma área destas que mencionei.
Se há textos alegres, pode haver textos tristes.
Se há textos romanticos, pode haver textos de desabafos.
Se há textos sensuais, pode haver textos espirituais.
Assim, como há espaço para homenagear aniversariantes. 
Exatamente, o titulo do blog é Mananciais de Amor.
Em qualquer situação, há uma enorme porção de amor.
Não entendo o espanto de alguns, como se eles mesmos, náo fossem do mesmo barro e sujeito às mesmas paixões,
Deixemos então a hipocresia de se acharem com direito do pré-julgamento de um espaço onde ele é eclético... tanto nos temas, como na sua finalidade... a de falar aos corações que se identificarem com eles... textos.
Creio, que ainda tive a boa vontade em elucidar o que alguns náo sabem, separar.

MBB
 
 


20 de novembro de 2012

EU OUSEI... POR ISSO, ACORDEI!

 
Não ousei pensar que seu silêncio indicasse uma resistência...
Ousei sim, pensar como um sugestivo e delicioso consentimento.
Fui mais além e ousei olhar com profundidade nos seus olhos e quase tocando seus lábios, lhe desejei, me insinuei e sem tempo para sugerir, no ímpeto do momento, não resisti ao seu hálito quente, respiração ofegante e roubei-lhe os beijos que eu queria... molhados... alucinados... intensos... frenéticos... demorados...desejados...
Ousei tomar seu sim no lugar de um provável não, só por um desejo meu...
Ousei tomar seu espaço, uma deliciosa invasão...
Ousei tirar seu equilíbrio... só pra você segurar a minha mão...
Ousei mudar seu caminho, só para tê-lo no meu...
Ousei deixá-lo sem ar, inebriado, entregue e abusei como bem quiz...
Roubei-lhe tantos beijos quantos eu desejei...
Safados...Sonhados...Saboreados...Apaixonados... Doces... Selvagens...
Melhor ainda... saciei minha vontade me alimentando da sua presença e tirando de mim a saudade que me doía...
Nem ousei argumentar, só quero ouvi-lo dizer qualquer hora...
"Venha, ouse e me roube mais!!!"
(Acordei... era sonho).
 
 
MBB

17 de novembro de 2012

DEUS É FIEL!



Em meio aos pré-julgamentos...
Em meio a tantas acusações infundadas...
Em meio a mentiras e calúnias...
Em meio à perseguição incessante...
Em meio à tentativas de ferir pessoas inocentes...
Em meio à atitudes dissimuladas com deformação de carater...
Em meio à enfermidade que quase me foi fatal... junto a tudo isso.
A minha oração foi ouvida, e hoje, recebi a melhor noticia do ano inteiro...
O inimigo havia encontrado paz ao lado de outra pessoa.
Aleluia!
Graças a Deus!
Graças a Deus!
Graças a Deus!

Seja e a faça muito feliz... é o desejo do meu coraçao !

Obrigada Senhor!
MBB



16 de novembro de 2012

UMA REFLEXÃO DENTRO DOS SALMOS 44


 
Num mundo caído como este Deus sempre age fazendo alternâncias de estações na vida.
Somente tais “estações”, com suas variações, podem nos manter sadios.
Prosperidades, seguranças e poder não promovem bens duradouros para a alma.
Para poder dizer “tudo posso Naquele que me fortalece”, o ser humano tem que conhecer a Deus no “tudo” que implica existir.
Tem que ter experiência de abundancia e de escassez; de conforto e de desconforto; de poder e de fraqueza; de boa fama e de injúrias; de honra e de vergonha; de alegria e de luto; de construções e de desconstruções!

Somente nessa variedade e nessas alternâncias é que o coração se liberta de si mesmo e das circunstancias, e passa conhecer a Deus em tudo.

O salmo 44 nos apresenta essa variedade de estações.

Agora tem-se que aprender a ser de Deus por Nada.
Chegou a hora de praticar a confiança e a fidelidade apesar da aparente infidelidade de Deus (17-19).
Nessa estação aprende-se a Devoção perante o Absurdo (20-22). E, então, mergulha-se na maior de todas as esperanças: a fraqueza que dá ORDENS a Deus (23-26).
Deus recebe a ordem do fraco, esmagado, perplexo, que nada sabe e nada entende, mas que sabe que nada sabendo, mesmo assim Deus sabe por ele.

Nessa hora pode-se não estar ententendo Nada, mas entende-se Nada em Deus. Este é o último estágio da fé e do crescimento.
Ora, foi exatamente o espírito desse salmo que levou Paulo ao clímax de sua confiança.
Afinal, Romanos 8: 31-39 se inspira e quanto também cita o salmo 44.

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica! Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós! Quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito no salmo 44: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Assim, aprendemos no salmo 44 e em sua aplicação cristã feita por Paulo, que os mais que vencedores nesta vida são os que não temem experimentar as alternâncias das estações da soberania terapêutica de Deus em suas existências.

Esses são os que não podem mais ser abatidos pelo Absurdo da vida!
 
Pense nisso. 
 
MBB

 

13 de novembro de 2012

TEMAS SIMPLES E DO CORAÇÃO

 
 
“... e por não haver umidade, secou...”— Jesus.
Umidade é essencial...
A palavra designa aquilo que está afetado pela presença da água, especialmente em estado gasoso ou vaporizado.
Umidade vem da mesma raiz de húmus, que designa o estado de adensamento de matéria orgânica carregada de fertilizantes naturais produzidos por minhocas e micro-organismos, deixando o chão fértil.

Umidade, húmus, humor...

Humor também tem seu vínculo com a mesma raiz filológica. Afinal, o que é humor senão uma atitude fértil, rica, cheia de húmus e de umidade e, portanto, aberta à vida — como o bom humor produz.
Jesus disse na parábola do Semeador, em Marcos, que a semente que produziu foi aquela que caiu em terra com umidade; humorada por húmus e humildade.

Humildade também se conecta à mesma raiz de húmus, humor e úmido.
Humildade designa o ser de atitude proativa, ensinável, acolhedora, receptiva, bem humorada, umedecida pela boa vontade; sendo assim, portanto, um ser ensinável; ou seja: humilde.

Segundo a sabedoria de Jesus na parábola do Semeador, as sementes que não vingaram foram as que caíram em terra seca, ou superficial, ou pedrada, ou mesmo saturadas de espinhos — que nascem em geral em lugares secos.

Ora, isto deixa claro que até para que alguém aproveite o Evangelho, é necessário que nele haja umidade interior, o que denota a presença de húmus/humor, húmus/humildade — ou seja: tem-se que ter a atitude interior de uma terra rica, aberta, acolhedora, umedecida, bem humorada para com a bondade de Deus.
Sim, terra/coração humilde, e, portanto, ensinável e pronto para ficar prenho do sêmen do Evangelho.

Quem assim se oferece a Deus, ao Evangelho, à Palavra Semente da Vida, esse é boa terra; e em tal estado se manterá se não perder o húmus, o humor, a umidade, a humildade.
Sim, quem assim é e assim se mantém, dará fruto de crescimento no amor a 30%, a 60% e a 100%.
Pense nisso!