A boca diz e as mãos escrevem... do que está cheio o coração. Por isso... de alma para alma, de coração para coração... SEJA BEM VINDO(A)!
15 de setembro de 2012
3 de setembro de 2012
É SEU ANIVERSÁRIO... MEU PRIMOGÊNITO
Meu varão de Deus... Mauricio.
Esteja atado à Palavra de Deus, pois, dela vem o melhor da Terra...
Ela bússola para seu dia a dia...
Seguindo-a em obediência, você e sua esposa, encontrarão consolo e medidas em coinonia com o Pai.
Sobre sua vida que haja quebrantamento e unção do Espirito Santo de Deus!
No mais,tudo lhe será acrescentado... saúde, paz, amor e tolerancia para com todos.
"Aquilo que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e não chegou ainda ao coração do homem... é o que o Pai tem para àqueles que O amam".
É minha oração!
Parabéns, meu filho amado em quem me comprazo.
2 de setembro de 2012
PENSAM QUE NÃO? ELES SOFREM TAMBÉM...
Os
homens sofrem tanto por amor, assim como as mulheres?
Sim,
eles sofrem, e mais agudamente do que nós, porque foram adestrados a não
revelarem sentimentos de modo explícito como o fazemos (e podemos, sem críticas
por nos expressarmos, ao contrário deles).
A dor
sufocada arrebenta por dentro, mas eles se mantêm impassíveis.
Não
vemos um homem se despedaçando em convulsivo choro ou se rasgando todo quando
atravessa uma crise amorosa.
É possível
que faça isso tendo apenas o travesseiro como testemunha, porque, no mais das
vezes, os homens são discretos no esboço de sua dor, que apenas os mais íntimos
conhecem.
Talvez
por isso a nossa desconfiança de que eles jamais sofrem e que se posicionam,
sempre, na condição de algozes, jamais de vítimas numa relação de amor, e ambas
são indesejáveis.
Por não
encontrarem boa acolhida à dor que sentem, os homens se escondem em suas
cavernas interiores e não saem de lá antes que estejam preparados para construir
uma nova história.
Porém,
nem todos fazem isso.
Muitos
tomam o exato sentido contrário e se transformam naqueles tipos execráveis, a
quem chamamos de “galinhas”.
Apregoam
que liberdade era tudo o que queriam, mas desmentem isso com o vazio que experimentam
no girar da chave na porta sem ter alguém à espera (e mãe não vale!).
Sem
avaliar os sentimentos masculinos, reproduzimos a famigerada oposição entre os
gêneros, que em nada contribui para o bom convívio dos humanos.
Aborrecidas
e impacientes com os motivos deles, nós os deixamos de lado, os transformamos
em bons amigos e não acreditamos que eles sejam capazes de estabelecer vínculos
duradouros.
Estas
são reações adequadas às expectativas deles, pois enquanto não estiverem
curados, não quererão um relacionamento aprofundado nas emoções.
Ficarão
com várias mulheres e nenhuma o terá por inteiro, pois parte dele está
aprisionada no passado que ainda repercute mágoas não resolvidas.
A
postura da fera ferida é, de duas, uma: o recolhimento na toca ou a luta.
Manter-se no refúgio representa fraqueza para eles, cobrados que sempre são em
coragem e decisão.
A luta
não é para curar o machucado, mas para provar que está vivo, apesar da alma em
frangalhos.
Para o
homem, lutar até que se esgote o sofrimento significa cair na farra como se
estivesse feliz, para depois chorar sozinho e em silêncio.
O cara
que está na rua todos os dias será aquele que vai louvar a boa rotina de mãos
dadas com a mulher de sua vida, quando estiver com ela.
Os
amigos contribuem, e muito, para que o homem se negue a experimentar a dor em
toda a sua profundidade.
Se ele
sofre, os outros o catam no meio de seu caos amoroso e o chamam à diversão, que
não é verdadeira, mas entretém e faz passar mais depressa as horas.
A
cabeça, porém, não está ali, mas junto com o coração – sim, eles têm um! – que
repete incansavelmente trechos da vida com a pessoa amada, que já saiu do
cenário, mas não dos sentimentos.
A
saudade aperta, mas ele se impõe resistir bravamente.
Com os
olhos no passado, eles não enxergam outras pessoas, por melhores que elas
sejam.
É de se
acreditar quando eles dizem que não é nada conosco, mas com eles.
Geralmente
estão sinceros, mas a gente duvida.
Se um
homem está sofrendo por amor, a pior boa ideia que uma mulher pode ter é
investir na iniciativa de abordagem para a conquista.
É grande
a probabilidade de perda de tempo, com avarias na própria autoconfiança.
Para
eles o assédio feminino não é tão lisonjeiro quanto parece.
Além de
não saberem o que fazer com isso, ficam terríveis e inconfessadamente
constrangidos.
Esse é
um papel que os homens se reservam, e a nossa alternativa é a sutileza.
Afinal,
a mulher permite a conquista e a ela se rende.
Digam o
que disserem, isso não mudou.
Ainda.
19 de agosto de 2012
EU GOSTO DE GENTE ASSIM...
Eu gosto...
Gosto de
gente que é honesta de verdade, e não apenas porque está sob olhos alheios.
Não
confio em quem “aparenta” ser certinho demais o tempo todo.
Gosto de
gente confiável, com quem eu possa contar e guarde meus desabafos só para si.
Gosto de
gente bonita, aquela beleza que perpetua e que no envelhecer fica mais linda irradiada
de dentro pra fora na maturidade e sabedoria que assimilam especialmente nos
erros que é ensinado pela vida.
Não a
beleza puramente estética, mas, aquela que faz o sorriso brilhar e o olhar falar
o que muita vezes a boca não diz.
Gosto de
gente de verdade... transparente, que não se esconde atrás de máscaras
sociais... que é o que é.
Gosto de
gente sem frescuras, sem falsos pudores, sem hipocrisia.
Gosto de
gente segura de si.
Gosto de
gente de personalidade forte, que tem coragem para enfrentar o mundo, mas que
sabe reconhecer seus erros e admiti-los sabendo perdoar e pedir perdão.
Afinal,
humildade é a chave que abre todas as portas.
Gosto de
gente com iniciativa.
Gosto de
gente simples, que não deixa o ‘poder’ mudar suas atitudes, e que o dinheiro
passa a ser algo a ser acrescentado, e, não ser dominado por ele.
Gente
que sabe respeitar seus iguais e principalmente seus subordinados.
Gosto de
gente líder, não de gente chefe.
Gosto de
gente que está perto, que faz de tudo para “romper as barreiras geográficas da
vida” e ter tempo para quem diz amar.
Gosto de
gente que seja muito, que ame muito, porque não me contento com pouco.
Gosto de
gente realmente companheira, parceira, porque apenas os títulos não me
satisfazem.
Gosto de
gente que ama, que ri, que chora, de bem com a vida, que é alegre, de bom humor
e feliz da vida, mas que tem seus dias silenciosos e auto-reflexivos.
Gente
que vibra, que sente, que sofre, mas não se vitimiza na dor.
Gosto
basicamente de gente como a gente, que apesar dos pesares acredita que viver
vale muito à pena.
Eu gosto de gente assim...
Eu gosto de gente assim...
20 de julho de 2012
HÁ AMIGO E AMIGO...
***
Qualquer
um pode ficar ao seu lado quando você está certo, mas um amigo verdadeiro
permanece ao seu lado mesmo quando você está errado...
***
Um
simples amigo se identifica quando ele lhe liga.
Um amigo verdadeiro não precisa
se identificar, pois vocês conhecem suas vozes.
***
Um
simples amigo inicia uma conversa com um boletim de novidades sobre sua vida.
Um verdadeiro amigo diz: "O que há de novo sobre você?"
***
Um
simples amigo acha que os problemas pelos quais você está se queixando são
recentes.
Um amigo verdadeiro diz: "Você tem se queixado sempre sobre a
mesma coisa. Saia deste marasmo e faça algo sobre isto.
***
Um
simples amigo nunca o viu chorar.
Um verdadeiro amigo tem seus ombros
encharcados por suas lágrimas.
***
Um
simples amigo não sabe o nome dos seus pais.
Um verdadeiro amigo tem o contato
deles em sua agenda.
***
Um
simples amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa.
Um verdadeiro amigo
chega mais cedo para ajudá-lo a cozinhar e fica até mais tarde para ajudá-lo na
limpeza.
***
Um
simples amigo odeia quando você liga após ele já ter ido para cama.
Um
verdadeiro amigo lhe pergunta porque demorou tanto para ligar?
***
Um
simples amigo procura conversar com você sobre seus problemas.
Um verdadeiro
amigo procura ajudá-lo a resolver seus problemas.
***
Um
simples amigo fica imaginando sobre suas histórias românticas.
Um verdadeiro
amigo poderia conhecer até lhe chantagear com tudo que ele sabe.
***
Um
simples amigo, quando o visita age como um convidado.
Um verdadeiro amigo abre sua geladeira e se serve.
***
Um
simples amigo espera que você sempre esteja por perto quando ele precisar.
Um
verdadeiro amigo espera estar sempre por perto quando você precisar dele!
***
9 de julho de 2012
COMO OBRIGA-SE... O AMOR ?
***
Desta
vez, meu olhar está na figura que não demonstra em sentimentos, o seu amor, ou, no desamor não há muito o que se demonstrar.
Meu olhar está naquela pessoa que não ama, mas, que também não é ímpia, não é má no seu desamor. Apenas... não ama!
Este sentimento possui variações de pessoa pra pessoa.
Cada um ama como aprendeu a amar, e diante das situações mais variadas, complexas, pra ser entendida de maneira simplista, como se neste assunto fosse algo matemático... exato.
Não! Não o é!
Meu olhar está naquela pessoa que não ama, mas, que também não é ímpia, não é má no seu desamor. Apenas... não ama!
Este sentimento possui variações de pessoa pra pessoa.
Cada um ama como aprendeu a amar, e diante das situações mais variadas, complexas, pra ser entendida de maneira simplista, como se neste assunto fosse algo matemático... exato.
Não! Não o é!
De maneira racional, analisemos...
Recentemente
uma jovem ganhou uma causa na justiça contra seu pai alegando que este nunca
havia lhe oferecido afeto.
Se não
me engano obrigaram seu pai a lhe pagar cerca de duzentos mil reais por tê-la
negligenciado amorosamente.
Quedei-me
a meditar sobre este evento.
Até que
ponto o amor pode ser obrigado?
Mais
ainda, até que ponto o amor deve ser uma obrigação e deve prestação de contas à
justiça?
Ora, o
amor faz parte da moral, não do direito, o amor não se comanda, pois não é um
dever.
O amor
deve ser espontâneo.
Ele se
constitui uma virtude, não um fardo.
O dever
é uma coerção, a virtude uma liberdade
Segundo
Kant o dever é um jugo, uma tristeza, enquanto que o amor é uma espontaneidade
alegre.
O amor
faz parte da moral porque precisamos da moral quando ele falta.
O amor
evidentemente faz falta.
O dever
conclama: age como se amasse.
Quando
existe amor, não se torna necessária a obrigação, pois ele age com alegria e
realiza as tarefas que, quando ausente, torna-se um dever.
Geralmente
a mãe amamenta e cuida do filho com prazer; o marido é afetuoso com sua mulher,
com prazer; a esposa trata bem o marido com prazer.
Quando
se ama pequenos gestos tornam-se naturais, tais como um beijo de despedida, um
bom dia carinhoso, um gesto ou palavra dócil na hora de dormir.
É prazeroso voltar para casa e
pronunciar a famosa frase lar doce lar, quando se ama.
Mas, que
sacrifício voltar para casa e enfrentar aquele ou aquela a quem não mais se
ama.
Que
sacrifício ter que tomar conta de alguém que não se ama, e isto pode acontecer.
A mãe
que sofre de depressão pós-parto, involuntariamente nem quer ver o filho,
muitas das vezes.
Porém,
isto é uma exceção, parte da doença.
Ou,
quando a criança é indesejada, que tortura deve ser tomar conta dela, mas isto
também é uma exceção, pois o natural seria amar e cuidar de seu filho ou filha.
Quando
este amor não existe, então vem o dever e obriga os pais a cuidarem dos filhos,
embora não sejam esses cuidados carregados de afeto.
Li um
anúncio colado em vários postes pela cidade:
"Trabalho de amarração.
Trago
seu amor de volta. Resultado garantido, pague somente após o resultado."
Questiono
novamente: que valor tem um amor trazido de volta à força?
Às
custas de um trabalho de amarração e, ainda por cima, do inferno?
O nome
já sugere: Você virá para mim nem que seja à força, amarrado. Segundo alguém prático na vida, o amor verdadeiro diz:
Vá de encontro a você mesma, pois você somente conseguirá me amar se for você mesma.
Sim, o amor verdadeiro só terá condições de subsistir se você entrar em um relacionamento inteiro como ser humano. Cem por cento!
E, veja bem... ainda não conseguimos ser (100%) conosco mesmos... imagina, isto sendo cobrado do outro?
Vá de encontro a você mesma, pois você somente conseguirá me amar se for você mesma.
Sim, o amor verdadeiro só terá condições de subsistir se você entrar em um relacionamento inteiro como ser humano. Cem por cento!
E, veja bem... ainda não conseguimos ser (100%) conosco mesmos... imagina, isto sendo cobrado do outro?
Rubem
Alves, psicanalista, afirma que a saudade é o chão do amor.
Já Hélio
Pellegrino, psicanalista e poeta, afirma que a liberdade é o chão do amor.
Espaço,
liberdade, espontaneidade, constituem o amor como virtude, não como dever ou
obrigação, portanto, nenhum oficial de justiça, nenhuma multa, nenhuma quantia
pode substituir ou ressarcir a ausencia deste amor.
Sua
falta se faz sentir em todo relacionamento.
Ele é
necessário em nossa vida, mas precisa ser real e espontâneo, prazeroso, tanto para quem
ama como para quem recebe o amor.
Que
possamos aprender a amar e a receber, sem cobranças, com liberdade e
espontaneidade, com respeito à privacidade e, até mesmo, à individualidade.
Vale à
pena amar e ser amada dessa maneira!
Do contrário, pra mim, valor nenhum há!
***
2 de julho de 2012
FORMA DE AMAR EM GESTOS DE AMOR
***
Quando
se fala em gestos de amor, na imaginação de alguns aparecem demonstrações
grandiosas postas diante dos olhos do mundo para que todos vejam.
No entanto, o
amor não necessita ser acompanhado de um tom exagerado e, sim, de
espontaneidade.
O amor é
tão generosamente simples que não precisa de manifestações estupendas para se
revelar.
Muitas
mulheres, em algum momento de suas vidas, sonharam com um homem aos pés,
fazendo juras de amor eterno, coberta de mimos, ao que se pergunta: para que
tanto?
A um homem
que diz “eu amo voce” não há que se impor mandar dúzias de rosas à mulher amada a
cada aniversário ou data especial de sua história.
Basta
uma flor retirada de um jardim com a impetuosidade dos enamorados, um olhar
nitidamente sincero e a cumplicidade dos amantes, que aplaina questionamentos e
afasta a angústia sobre a reciprocidade do sentimento.
A uma
mulher que deseja mostrar o quanto ama não se exige devoção extrema ao seu
amado nem ofuscar a si mesma pelo outro.
São
suficientes os gestos do cotidiano repetidos com ternura, exalando delicadeza
em cada instante: um beijo de reencontro, um abraço estimulante, uma receita
caprichada para o manjar a dois.
E ao
par, nenhuma prova de fidelidade, apenas a certeza de que ambos são leais ao
amor.
Dos
filhos não se cobrem expressões incontestes e frequentes do que sentem pelos
pais.
A
confiança dá firmeza à relação, garantindo que podem uns contar com os outros e
que não haverá desamparo na tristeza nem ausência na alegria. Filhos e pais
sobrevivem aos solavancos e às rusgas porque aprenderam a superar os desafios
do crescimento e a curar as feridas com o perdão mútuo.
O
carinho a permear as atitudes corriqueiras deve ser fluido e permanente.
Amigos
são mananciais de amor, mas não requeiram deles abrir espaço demasiado em sua
intimidade para oferecer abrigo a todas as pessoas de seu convívio.
Já é
bastante que estejam em nossas vidas e que estendam a mão a um apelo mais
urgente.
Amizade
duradoura tem sinceridade e dispensa intromissão que sufoca.
Um
telefonema de vez em quando, um recado por e-mail, um cartão no aniversário,
pequenas gentilezas fazem muito pelo relacionamento, mais do que não sair da
vida de alguém sequer para que ele aprenda o que é independência.
E são
tão bons os amigos ao alcance de um afago, de uma palavra ou de uma ajuda na
hora “H” de um dia “D”, e é muito afetuoso o acolhimento em meio a desabafos,
assim como brindes com risadas fartas.
Não
carece que companheiros de trabalho convivam como amigos de infância.
Respeito
é consideração que não se dispensa e, na maioria das vezes, é o que melhor
define um bom ambiente profissional.
Não
precisa transformar a organização em que atua numa espécie de segundo lar, mas,
sim, não tratar os colegas como inimigos ou concorrentes dispostos a lhe tirar
o chão.
Uma
conversa animadora faz milagres pela estima que gostaríamos de ter. Prestar
auxílio sem expectativa de recompensa ou elogio, compreender os limites alheios
e aceitar o modo de ser dos outros são confirmações de humanidade.
Esperar
que o amor se revele com grandiloqüência, ostentação e aparatos de produção
cinematográfica pode levar à enorme frustração e, pior, dificulta perceber o
que as pessoas fazem de bonito, embora com singeleza, para festejar a nossa
presença.
Por
isso, deixamos de agradecer a quem se levanta para nos trazer um copo d´água
quando estamos com sede e preguiça, desliga a tv e apaga a luz quando
cochilamos, faz a sobremesa que adoramos, puxa as cortinas para um sono
reparador, caminha sem fazer barulho para não nos acordar, faz um café do jeito
que gostamos, abre uma brecha na agenda para nos ver no meio da semana, compra
alguma coisa que é “a nossa cara”, traz um lanchinho quando viramos a madrugada
trabalhando, confidencia um segredo ou conta novidade em primeira mão, chama
para sair num sábado em que estamos sozinhos, encontra uma informação útil para
nós e liga num dia qualquer só para dizer que não nos esqueceu.
Gestos
de amor são miudinhos.
O que é
grande mesmo é o amor e a sua essência.
***
1 de junho de 2012
SÓ VIVEMOS UMA VEZ!
Só vivemos uma única vez nesta vida!
Não há outra, como muitos pensam...
Não
teremos outra vez.
Não,
ninguém espere outra chance.
Nascemos
condenados ao horror de ver a ampulheta sangrar areia, os calendários
acelerarem, os relógios se fracionarem em milésimos de segundos.
Vamos
morrer.
E depois
que tudo tiver cumprido o seu destino, restará o quê?
Diremos:
“E agora, que a faca cortou, a lira tocou, o sol iluminou e o soldado matou?”.
Sobrarão
nossos vestígios.
Um dia
todos passarão.
Não
ficará ninguém para observar nada.
Meros
rastros empoeirados testemunharão para o vazio que alguém andou por aqui.
Mas a
estrada permanecerá deserta.
Como
serão os escombros?
Nas
universidades, livros, teses, nomes, que nada significam; nos museus, paisagens
mortas; nos quartéis, medalhas enferrujadas; nos bancos, cofres lacrados; nos
templos, bolor.
Depois
de exercer a sua missão, o próprio tempo deixará de existir.
Não
haverá antes e depois.
O
assobio do vento não precisará viajar até ouvidos atentos.
Se antes
tudo era mudança, tudo se tornará estático.
Terminarão
as causas e os efeitos.
Cessarão
os contrastes.
Sem
olhos, não existe beleza.
Vitrais
intactos perderão o esplendor; ninguém vai declarar alumbramento. Serão
inúteis: por do sol, lua cheia, maré em ressaca, pororoca.
Flautas,
trompetes, pianos, pandeiros, harpas, jazerão em palcos desabitados diante de
auditórios ausentes.
Somos um
nadinha no tempo e nossa vaidade, uma neblina.
O
Eclesiastes também quer sacudir:
“O destino do homem é o mesmo do
animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro.
Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o
animal. Nada faz sentido! Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e
ao pó todos retornarão” [3.19-21].
Não
demora e tudo deixará de ser.
Breve
seguiremos o caminho dos mortais, bem como o próprio planeta, que se apagará
como se apagam as estrelas.
Desapareceremos
todos como desaparecem os vermes.
Portanto,
enamoremo-nos.
Vivamos
o instante impreciso.
Aspiremos
o ar como se dele viesse o elixir da juventude.
Abandonemos
resmungos.
Não nos
exilemos nas masmorras que a neurose cria.
O tempo
se chama agora.
O dia é hoje.
A vida é
eterna devido à impermanência – eixo paradoxal.
Tornemo-nos
jardineiros de prados.
Saiamos
das estufas climatizadas.
Sejamos
menos especialistas e mais aventureiros.
Corramos
mais riscos.
Desobedeçamos
aos cabrestos.
Testemos
nossa forma afoita que nos ocorre.
Encarnemos
a abundancia do afeto.
Assumamo-nos no que temos de MELHOR.
Antes
que chegue o fim, fecundemos a vida com ternura.
Borboleteemos
o pólen do amor.
As
moradas eternas são vizinhas nossas.
Mudemo-nos
para lá enquanto é tempo.
29 de maio de 2012
SÓ O AMOR-PAIXÃO NÃO BASTA
Estou às voltas dos preparativos do casamento da minha caçulinha com meu genrinho Fernando... e, aproveitando o tema...
Algumas dicas.
Aos que
não casaram,
Aos que
vão casar,
Aos que
acabaram de casar,
Aos que
pensam em se separar,
Aos que
acabaram de se separar.
Aos que
pensam em voltar…
Não
existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades,
quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É
ÚNICO,
como
qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença
é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A
SEDUÇÃO...tem que
ser ininterrupta…
Por não
haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos
fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que
poderia SER ETERNA
Casaram.
Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo,
mas insustentável.
O
sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre
duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que
amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso.
É
preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO.
Agressões
zero.
Disposição
para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência… Amor só, não basta.
Não pode
haver competição.
Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura, para acatar
regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver... BOM
HUMOR... para enfrentar
imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que
saber levar.
Amar só
é pouco.
Tem que
haver (sabedoria) e inteligência.
Um
cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões
inesperadas, contas para pagar.
Tem que
ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que
ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre
casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que
haver um
pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que
haver confiança. Confiança na pessoa amada assim como auto-confiança.
Certa
camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É
preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que
amar “solamente”, não basta.
Entre
homens e mulheres que acham que O AMOR É
SÓ POESIA,
tem que
haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode
ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é
grande, mas não são dois.
Tem que
saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor.
É preciso
convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da
onipotência.
O amor
até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom
Amor aos que já têm!
Um bom
encontro aos que procuram!
E
felicidades a todos nós!
***
Assinar:
Comentários (Atom)






















