13 de novembro de 2012

TEMAS SIMPLES E DO CORAÇÃO

 
 
“... e por não haver umidade, secou...”— Jesus.
Umidade é essencial...
A palavra designa aquilo que está afetado pela presença da água, especialmente em estado gasoso ou vaporizado.
Umidade vem da mesma raiz de húmus, que designa o estado de adensamento de matéria orgânica carregada de fertilizantes naturais produzidos por minhocas e micro-organismos, deixando o chão fértil.

Umidade, húmus, humor...

Humor também tem seu vínculo com a mesma raiz filológica. Afinal, o que é humor senão uma atitude fértil, rica, cheia de húmus e de umidade e, portanto, aberta à vida — como o bom humor produz.
Jesus disse na parábola do Semeador, em Marcos, que a semente que produziu foi aquela que caiu em terra com umidade; humorada por húmus e humildade.

Humildade também se conecta à mesma raiz de húmus, humor e úmido.
Humildade designa o ser de atitude proativa, ensinável, acolhedora, receptiva, bem humorada, umedecida pela boa vontade; sendo assim, portanto, um ser ensinável; ou seja: humilde.

Segundo a sabedoria de Jesus na parábola do Semeador, as sementes que não vingaram foram as que caíram em terra seca, ou superficial, ou pedrada, ou mesmo saturadas de espinhos — que nascem em geral em lugares secos.

Ora, isto deixa claro que até para que alguém aproveite o Evangelho, é necessário que nele haja umidade interior, o que denota a presença de húmus/humor, húmus/humildade — ou seja: tem-se que ter a atitude interior de uma terra rica, aberta, acolhedora, umedecida, bem humorada para com a bondade de Deus.
Sim, terra/coração humilde, e, portanto, ensinável e pronto para ficar prenho do sêmen do Evangelho.

Quem assim se oferece a Deus, ao Evangelho, à Palavra Semente da Vida, esse é boa terra; e em tal estado se manterá se não perder o húmus, o humor, a umidade, a humildade.
Sim, quem assim é e assim se mantém, dará fruto de crescimento no amor a 30%, a 60% e a 100%.
Pense nisso!

 

3 de setembro de 2012

É SEU ANIVERSÁRIO... MEU PRIMOGÊNITO

 
Meu varão de Deus... Mauricio.
Esteja atado à Palavra de Deus, pois, dela vem o melhor da Terra...
Ela bússola para seu dia a dia...
Seguindo-a em obediência, você e sua esposa, encontrarão consolo  e medidas em coinonia com o Pai.
Sobre sua vida que haja quebrantamento e unção do Espirito Santo de Deus!
No mais,tudo lhe será acrescentado... saúde, paz, amor e tolerancia para com todos.
"Aquilo que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e não chegou ainda ao coração do homem... é o que o Pai tem para àqueles que O amam".
É minha oração!
Parabéns, meu filho amado em quem me comprazo.
 
 

2 de setembro de 2012

PENSAM QUE NÃO? ELES SOFREM TAMBÉM...






Os homens sofrem tanto por amor, assim como as mulheres?
Sim, eles sofrem, e mais agudamente do que nós, porque foram adestrados a não revelarem sentimentos de modo explícito como o fazemos (e podemos, sem críticas por nos expressarmos, ao contrário deles).
A dor sufocada arrebenta por dentro, mas eles se mantêm impassíveis.

Não vemos um homem se despedaçando em convulsivo choro ou se rasgando todo quando atravessa uma crise amorosa.
É possível que faça isso tendo apenas o travesseiro como testemunha, porque, no mais das vezes, os homens são discretos no esboço de sua dor, que apenas os mais íntimos conhecem.
Talvez por isso a nossa desconfiança de que eles jamais sofrem e que se posicionam, sempre, na condição de algozes, jamais de vítimas numa relação de amor, e ambas são indesejáveis.

Por não encontrarem boa acolhida à dor que sentem, os homens se escondem em suas cavernas interiores e não saem de lá antes que estejam preparados para construir uma nova história.
Porém, nem todos fazem isso.
Muitos tomam o exato sentido contrário e se transformam naqueles tipos execráveis, a quem chamamos de “galinhas”.
Apregoam que liberdade era tudo o que queriam, mas desmentem isso com o vazio que experimentam no girar da chave na porta sem ter alguém à espera (e mãe não vale!).

Sem avaliar os sentimentos masculinos, reproduzimos a famigerada oposição entre os gêneros, que em nada contribui para o bom convívio dos humanos.
Aborrecidas e impacientes com os motivos deles, nós os deixamos de lado, os transformamos em bons amigos e não acreditamos que eles sejam capazes de estabelecer vínculos duradouros.
Estas são reações adequadas às expectativas deles, pois enquanto não estiverem curados, não quererão um relacionamento aprofundado nas emoções.
Ficarão com várias mulheres e nenhuma o terá por inteiro, pois parte dele está aprisionada no passado que ainda repercute mágoas não resolvidas.

A postura da fera ferida é, de duas, uma: o recolhimento na toca ou a luta. Manter-se no refúgio representa fraqueza para eles, cobrados que sempre são em coragem e decisão.
A luta não é para curar o machucado, mas para provar que está vivo, apesar da alma em frangalhos.
Para o homem, lutar até que se esgote o sofrimento significa cair na farra como se estivesse feliz, para depois chorar sozinho e em silêncio.
O cara que está na rua todos os dias será aquele que vai louvar a boa rotina de mãos dadas com a mulher de sua vida, quando estiver com ela.

Os amigos contribuem, e muito, para que o homem se negue a experimentar a dor em toda a sua profundidade.
Se ele sofre, os outros o catam no meio de seu caos amoroso e o chamam à diversão, que não é verdadeira, mas entretém e faz passar mais depressa as horas.
A cabeça, porém, não está ali, mas junto com o coração – sim, eles têm um! – que repete incansavelmente trechos da vida com a pessoa amada, que já saiu do cenário, mas não dos sentimentos.
A saudade aperta, mas ele se impõe resistir bravamente.

Com os olhos no passado, eles não enxergam outras pessoas, por melhores que elas sejam.
É de se acreditar quando eles dizem que não é nada conosco, mas com eles.
Geralmente estão sinceros, mas a gente duvida.

Se um homem está sofrendo por amor, a pior boa ideia que uma mulher pode ter é investir na iniciativa de abordagem para a conquista.
É grande a probabilidade de perda de tempo, com avarias na própria autoconfiança.
Para eles o assédio feminino não é tão lisonjeiro quanto parece.
Além de não saberem o que fazer com isso, ficam terríveis e inconfessadamente constrangidos.
Esse é um papel que os homens se reservam, e a nossa alternativa é a sutileza.
Afinal, a mulher permite a conquista e a ela se rende.
Digam o que disserem, isso não mudou.
Ainda.





19 de agosto de 2012

EU GOSTO DE GENTE ASSIM...



Eu gosto...
Gosto de gente que é honesta de verdade, e não apenas porque está sob olhos alheios.
Não confio em quem “aparenta” ser certinho demais o tempo todo.
Gosto de gente confiável, com quem eu possa contar e guarde meus desabafos só para si.
Gosto de gente bonita, aquela beleza que perpetua e que no envelhecer fica mais linda irradiada de dentro pra fora na maturidade e sabedoria que assimilam especialmente nos erros que é ensinado pela vida.
Não a beleza puramente estética, mas, aquela que faz o sorriso brilhar e o olhar falar o que muita vezes a boca não diz.
Gosto de gente de verdade... transparente, que não se esconde atrás de máscaras sociais... que é o que é.
Gosto de gente sem frescuras, sem falsos pudores, sem hipocrisia.
Gosto de gente segura de si.
Gosto de gente de personalidade forte, que tem coragem para enfrentar o mundo, mas que sabe reconhecer seus erros e admiti-los sabendo perdoar e pedir perdão.
Afinal, humildade é a chave que abre todas as portas.
Gosto de gente com iniciativa.
Gosto de gente simples, que não deixa o ‘poder’ mudar suas atitudes, e que o dinheiro passa a ser algo a ser acrescentado, e, não ser dominado por ele.
Gente que sabe respeitar seus iguais e principalmente seus subordinados.
Gosto de gente líder, não de gente chefe.
Gosto de gente que está perto, que faz de tudo para “romper as barreiras geográficas da vida” e ter tempo para quem diz amar.
Gosto de gente que seja muito, que ame muito, porque não me contento com pouco.
Gosto de gente realmente companheira, parceira, porque apenas os títulos não me satisfazem.
Gosto de gente que ama, que ri, que chora, de bem com a vida, que é alegre, de bom humor e feliz da vida, mas que tem seus dias silenciosos e auto-reflexivos.
Gente que vibra, que sente, que sofre, mas não se vitimiza na dor.
Gosto basicamente de gente como a gente, que apesar dos pesares acredita que viver vale muito à pena.
Eu gosto de gente assim...




20 de julho de 2012

HÁ AMIGO E AMIGO...

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Qualquer um pode ficar ao seu lado quando você está certo, mas um amigo verdadeiro permanece ao seu lado mesmo quando você está errado...
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Um simples amigo se identifica quando ele lhe liga. 
Um amigo verdadeiro não precisa se identificar, pois vocês conhecem suas vozes.
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Um simples amigo inicia uma conversa com um boletim de novidades sobre sua vida. 
Um verdadeiro amigo diz: "O que há de novo sobre você?"
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Um simples amigo acha que os problemas pelos quais você está se queixando são recentes. 
Um amigo verdadeiro diz: "Você tem se queixado sempre sobre a mesma coisa. Saia deste marasmo e faça algo sobre isto.
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Um simples amigo nunca o viu chorar. 
Um verdadeiro amigo tem seus ombros encharcados por suas lágrimas.
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Um simples amigo não sabe o nome dos seus pais. 
Um verdadeiro amigo tem o contato deles em sua agenda.
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Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa. 
Um verdadeiro amigo chega mais cedo para ajudá-lo a cozinhar e fica até mais tarde para ajudá-lo na limpeza.
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Um simples amigo odeia quando você liga após ele já ter ido para cama. 
Um verdadeiro amigo lhe pergunta porque demorou tanto para ligar?
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Um simples amigo procura conversar com você sobre seus problemas. 
Um verdadeiro amigo procura ajudá-lo a resolver seus problemas.
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Um simples amigo fica imaginando sobre suas histórias românticas. 
Um verdadeiro amigo poderia conhecer até lhe chantagear com tudo que ele sabe.
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Um simples amigo, quando o visita age como um convidado. 
Um verdadeiro amigo abre sua geladeira e se serve.
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Um simples amigo espera que você sempre esteja por perto quando ele precisar. 
Um verdadeiro amigo espera estar sempre por perto quando você precisar dele!
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9 de julho de 2012

COMO OBRIGA-SE... O AMOR ?


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Desta vez, meu olhar está na figura que não demonstra em sentimentos, o seu amor, ou, no desamor não há muito o que se demonstrar. 
Meu olhar está naquela pessoa que não ama, mas, que também não é ímpia, não é má no seu desamor. Apenas... não ama!
 
Este sentimento possui variações de pessoa pra pessoa. 
Cada um ama como aprendeu a amar, e diante das situações mais variadas, complexas, pra ser entendida de maneira simplista, como se neste assunto fosse algo matemático... exato.
Não! Não o é!
De maneira racional, analisemos...
Recentemente uma jovem ganhou uma causa na justiça contra seu pai alegando que este nunca havia lhe oferecido afeto.
Se não me engano obrigaram seu pai a lhe pagar cerca de duzentos mil reais por tê-la negligenciado amorosamente.
Quedei-me a meditar sobre este evento.
Até que ponto o amor pode ser obrigado?
Mais ainda, até que ponto o amor deve ser uma obrigação e deve prestação de contas à justiça?
Ora, o amor faz parte da moral, não do direito, o amor não se comanda, pois não é um dever.
O amor deve ser espontâneo.
Ele se constitui uma virtude, não um fardo.
O dever é uma coerção, a virtude uma liberdade
Segundo Kant o dever é um jugo, uma tristeza, enquanto que o amor é uma espontaneidade alegre.

O amor faz parte da moral porque precisamos da moral quando ele falta.
O amor evidentemente faz falta.
O dever conclama: age como se amasse.
Quando existe amor, não se torna necessária a obrigação, pois ele age com alegria e realiza as tarefas que, quando ausente, torna-se um dever.

Geralmente a mãe amamenta e cuida do filho com prazer; o marido é afetuoso com sua mulher, com prazer; a esposa trata bem o marido com prazer.
Quando se ama pequenos gestos tornam-se naturais, tais como um beijo de despedida, um bom dia carinhoso, um gesto ou palavra dócil na hora de dormir. 
É prazeroso voltar para casa e pronunciar a famosa frase lar doce lar, quando se ama.
Mas, que sacrifício voltar para casa e enfrentar aquele ou aquela a quem não mais se ama.
Que sacrifício ter que tomar conta de alguém que não se ama, e isto pode acontecer.
A mãe que sofre de depressão pós-parto, involuntariamente nem quer ver o filho, muitas das vezes.
Porém, isto é uma exceção, parte da doença.
Ou, quando a criança é indesejada, que tortura deve ser tomar conta dela, mas isto também é uma exceção, pois o natural seria amar e cuidar de seu filho ou filha.
Quando este amor não existe, então vem o dever e obriga os pais a cuidarem dos filhos, embora não sejam esses cuidados carregados de afeto.
Li um anúncio colado em vários postes pela cidade: 
"Trabalho de amarração.
Trago seu amor de volta. Resultado garantido, pague somente após o resultado."
Questiono novamente: que valor tem um amor trazido de volta à força?
Às custas de um trabalho de amarração e, ainda por cima, do inferno?
O nome já sugere: Você virá para mim nem que seja à força, amarrado. Segundo alguém prático na vida, o amor verdadeiro diz: 
Vá de encontro a você mesma, pois você somente conseguirá me amar se for você mesma.  
Sim, o amor verdadeiro só terá condições de subsistir se você entrar em um relacionamento inteiro como ser humano. Cem por cento! 
E, veja bem... ainda não conseguimos ser (100%) conosco mesmos... imagina, isto sendo cobrado do outro?

Rubem Alves, psicanalista, afirma que a saudade é o chão do amor.
Já Hélio Pellegrino, psicanalista e poeta, afirma que a liberdade é o chão do amor.
Espaço, liberdade, espontaneidade, constituem o amor como virtude, não como dever ou obrigação, portanto, nenhum oficial de justiça, nenhuma multa, nenhuma quantia pode substituir ou ressarcir a ausencia deste  amor.
Sua falta se faz sentir em todo relacionamento.
Ele é necessário em nossa vida, mas precisa ser real e espontâneo, prazeroso, tanto para quem ama como para quem recebe o amor.

Que possamos aprender a amar e a receber, sem cobranças, com liberdade e espontaneidade, com respeito à privacidade e, até mesmo, à individualidade.
Vale à pena amar e ser amada dessa maneira!
Do contrário, pra mim, valor nenhum há!
 ***


2 de julho de 2012

FORMA DE AMAR EM GESTOS DE AMOR


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Quando se fala em gestos de amor, na imaginação de alguns aparecem demonstrações grandiosas postas diante dos olhos do mundo para que todos vejam. 
No entanto, o amor não necessita ser acompanhado de um tom exagerado e, sim, de espontaneidade.
O amor é tão generosamente simples que não precisa de manifestações estupendas para se revelar.

Muitas mulheres, em algum momento de suas vidas, sonharam com um homem aos pés, fazendo juras de amor eterno, coberta de mimos, ao que se pergunta: para que tanto?
A um homem que diz “eu amo voce” não há que se impor mandar dúzias de rosas à mulher amada a cada aniversário ou data especial de sua história.
Basta uma flor retirada de um jardim com a impetuosidade dos enamorados, um olhar nitidamente sincero e a cumplicidade dos amantes, que aplaina questionamentos e afasta a angústia sobre a reciprocidade do sentimento.
A uma mulher que deseja mostrar o quanto ama não se exige devoção extrema ao seu amado nem ofuscar a si mesma pelo outro.
São suficientes os gestos do cotidiano repetidos com ternura, exalando delicadeza em cada instante: um beijo de reencontro, um abraço estimulante, uma receita caprichada para o manjar a dois.
E ao par, nenhuma prova de fidelidade, apenas a certeza de que ambos são leais ao amor.

Dos filhos não se cobrem expressões incontestes e frequentes do que sentem pelos pais.
A confiança dá firmeza à relação, garantindo que podem uns contar com os outros e que não haverá desamparo na tristeza nem ausência na alegria. Filhos e pais sobrevivem aos solavancos e às rusgas porque aprenderam a superar os desafios do crescimento e a curar as feridas com o perdão mútuo.
O carinho a permear as atitudes corriqueiras deve ser fluido e permanente.

Amigos são mananciais de amor, mas não requeiram deles abrir espaço demasiado em sua intimidade para oferecer abrigo a todas as pessoas de seu convívio.
Já é bastante que estejam em nossas vidas e que estendam a mão a um apelo mais urgente.
Amizade duradoura tem sinceridade e dispensa intromissão que sufoca.
Um telefonema de vez em quando, um recado por e-mail, um cartão no aniversário, pequenas gentilezas fazem muito pelo relacionamento, mais do que não sair da vida de alguém sequer para que ele aprenda o que é independência.
E são tão bons os amigos ao alcance de um afago, de uma palavra ou de uma ajuda na hora “H” de um dia “D”, e é muito afetuoso o acolhimento em meio a desabafos, assim como brindes com risadas fartas.

Não carece que companheiros de trabalho convivam como amigos de infância.
Respeito é consideração que não se dispensa e, na maioria das vezes, é o que melhor define um bom ambiente profissional.
Não precisa transformar a organização em que atua numa espécie de segundo lar, mas, sim, não tratar os colegas como inimigos ou concorrentes dispostos a lhe tirar o chão.
Uma conversa animadora faz milagres pela estima que gostaríamos de ter. Prestar auxílio sem expectativa de recompensa ou elogio, compreender os limites alheios e aceitar o modo de ser dos outros são confirmações de humanidade.

Esperar que o amor se revele com grandiloqüência, ostentação e aparatos de produção cinematográfica pode levar à enorme frustração e, pior, dificulta perceber o que as pessoas fazem de bonito, embora com singeleza, para festejar a nossa presença.
Por isso, deixamos de agradecer a quem se levanta para nos trazer um copo d´água quando estamos com sede e preguiça, desliga a tv e apaga a luz quando cochilamos, faz a sobremesa que adoramos, puxa as cortinas para um sono reparador, caminha sem fazer barulho para não nos acordar, faz um café do jeito que gostamos, abre uma brecha na agenda para nos ver no meio da semana, compra alguma coisa que é “a nossa cara”, traz um lanchinho quando viramos a madrugada trabalhando, confidencia um segredo ou conta novidade em primeira mão, chama para sair num sábado em que estamos sozinhos, encontra uma informação útil para nós e liga num dia qualquer só para dizer que não nos esqueceu.
Gestos de amor são miudinhos.
O que é grande mesmo é o amor e a sua essência.

***


1 de junho de 2012

SÓ VIVEMOS UMA VEZ!




Só vivemos uma única vez nesta vida!
Não há outra, como muitos pensam... 
Não teremos outra vez.
Não, ninguém espere outra chance.
Nascemos condenados ao horror de ver a ampulheta sangrar areia, os calendários acelerarem, os relógios se fracionarem em milésimos de segundos.
Vamos morrer.
E depois que tudo tiver cumprido o seu destino, restará o quê?
Diremos: “E agora, que a faca cortou, a lira tocou, o sol iluminou e o soldado matou?”.
Sobrarão nossos vestígios.

Um dia todos passarão.
Não ficará ninguém para observar nada.
Meros rastros empoeirados testemunharão para o vazio que alguém andou por aqui.
Mas a estrada permanecerá deserta.

Como serão os escombros?
Nas universidades, livros, teses, nomes, que nada significam; nos museus, paisagens mortas; nos quartéis, medalhas enferrujadas; nos bancos, cofres lacrados; nos templos, bolor.

Depois de exercer a sua missão, o próprio tempo deixará de existir.
Não haverá antes e depois.
O assobio do vento não precisará viajar até ouvidos atentos.
Se antes tudo era mudança, tudo se tornará estático.
Terminarão as causas e os efeitos.
Cessarão os contrastes.

Sem olhos, não existe beleza.
Vitrais intactos perderão o esplendor; ninguém vai declarar alumbramento. Serão inúteis: por do sol, lua cheia, maré em ressaca, pororoca.
Flautas, trompetes, pianos, pandeiros, harpas, jazerão em palcos desabitados diante de auditórios ausentes.

Somos um nadinha no tempo e nossa vaidade, uma neblina.
O Eclesiastes também quer sacudir:
“O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido! Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão” [3.19-21].

Não demora e tudo deixará de ser.
Breve seguiremos o caminho dos mortais, bem como o próprio planeta, que se apagará como se apagam as estrelas.
Desapareceremos todos como desaparecem os vermes.
Portanto, enamoremo-nos.
Vivamos o instante impreciso.
Aspiremos o ar como se dele viesse o elixir da juventude.
Abandonemos resmungos.
Não nos exilemos nas masmorras que a neurose cria.

O tempo se chama agora.
O dia é hoje.
A vida é eterna devido à impermanência – eixo paradoxal.

Tornemo-nos jardineiros de prados.
Saiamos das estufas climatizadas.
Sejamos menos especialistas e mais aventureiros.
Corramos mais riscos.
Desobedeçamos aos cabrestos.
Testemos nossa forma afoita que nos ocorre.
Encarnemos a abundancia do afeto.
Assumamo-nos no que temos de MELHOR.

Antes que chegue o fim, fecundemos a vida com ternura.
Borboleteemos o pólen do amor.
As moradas eternas são vizinhas nossas.
Mudemo-nos para lá enquanto é tempo.



29 de maio de 2012

SÓ O AMOR-PAIXÃO NÃO BASTA




Estou às voltas dos preparativos do casamento da minha caçulinha com meu genrinho Fernando...  e, aproveitando o tema... 
Algumas dicas.

Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar…
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.

O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO...tem que ser ininterrupta…
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA

Casaram. 
Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO.

Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. 
Alguma paciência… Amor só, não basta. 
Não pode haver competição. 
Nem comparações. 
Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. 
Tem que haver... BOM HUMOR... para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
 Tem que saber levar.
Amar só é pouco.
Tem que haver (sabedoria) e inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. 
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que
haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Confiança na pessoa amada assim como auto-confiança.
Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar “solamente”, não basta.
Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, 
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. 
Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. 
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
 ***